Palavras que resistem: a marca de Carolina Maria de Jesus em Quarto de despejo: Diário de uma favelada (2020)
| dc.contributor.advisor1 | Carlos, Valeska Gracioso | |
| dc.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/5305551484510716 | |
| dc.contributor.author | Soares, Maria Fernanda Rodrigues | |
| dc.contributor.instituicao-banca1 | Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) | |
| dc.contributor.instituicao-banca2 | Universidade Federal da Bahia (UFBA) | |
| dc.contributor.referee1 | Jovino, Ione da Silva | |
| dc.contributor.referee1Lattes | http://lattes.cnpq.br/6714175723955949 | |
| dc.contributor.referee2 | Pinto, Carlos Felipe da Conceição | |
| dc.contributor.referee2Lattes | http://lattes.cnpq.br/9885162357932864 | |
| dc.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/3246221413400282 | |
| dc.date.accessioned | 2026-04-14T23:09:07Z | |
| dc.date.accessioned | 2026-06-30T11:58:48Z | |
| dc.date.issued | 2026-04-09 | |
| dc.description.abstract | Esta disertación investiga la escritura de Carolina Maria de Jesus en Quarto de despejo: diário de uma favelada (edición conmemorativa de 2020), con el fin de comprender cómo su producción literaria se configura como un espacio de resistencia, identidad y proyecto estético consciente. La problemática que orienta la investigación parte de la cuestión: ¿la escritura de Carolina, marcada por grafías no convencionales y por el llamado pretuguês, debe entenderse como fruto de limitaciones escolares o como una elección estilística e identitaria deliberada? Tal reflexión se articula con el debate sobre la representación de la variación lingüística en la literatura y sobre el lugar de la mujer negra periférica en la tradición literaria brasileña. El objetivo general es analizar la obra de Carolina Maria de Jesus como manifestación literaria que trasciende la denuncia social, revelándose como proyecto intelectual y estético. Entre los objetivos específicos destacan: (i) relevar investigaciones académicas que discuten su escritura e identidad; (ii) reconstruir aspectos de su trayectoria vital, evidenciando la importancia de la lectura y la escritura desde la infancia; (iii) identificar y analizar ocurrencias de variación lingüística en Quarto de despejo (2020), especialmente aquellas asociadas al pretuguês, relacionándolas con procesos de resistencia y estilo. La metodología adoptada combina análisis bibliográfico y documental con un enfoque sociolingüístico y literario. Se mapearon disertaciones y tesis entre 2000 y 2023 que discuten la obra de la autora, contrastadas con biografías, registros históricos y diversas producciones de Carolina. En términos analíticos, el trabajo recurre a los aportes de la Sociolingüística variacionista y de los estudios de identidad y representación lingüística, particularmente los conceptos de Lélia Gonzalez acerca del pretuguês. También se examinaron pasajes de la edición de 2020 de Quarto de despejo, la cual preserva la grafía original de la autora, permitiendo recuperar trazos de su expresión auténtica antes borrados por intervenciones editoriales. Los resultados indican que la escritura de Carolina Maria de Jesus no puede reducirse al estigma del “error”, sino que debe leerse como práctica autoral consciente, en la cual estilo y contenido se entrelazan para construir una identidad negra y periférica. Su lenguaje, marcado por la oralidad y la variación lingüística, actúa como gesto político y estético, desafiando el canon y legitimando otras formas de existencia literaria. El estudio también demuestra que su trayectoria como lectora y escritora, desde la infancia, fue fundamental para consolidar una producción diversificada, diarios, poesías, novelas y piezas teatrales, reafirmándola como intelectual que buscaba vivir de la escritura. Se concluye que la obra de Carolina Maria de Jesus sobrepasa la condición de testimonio de la pobreza, constituyéndose como literatura que une denuncia social y creación estética. Su escritura, al inscribir la voz de una mujer negra periférica en el espacio literario brasileño, rompe silenciamientos históricos y amplía el horizonte crítico de la literatura nacional. Así, la disertación evidencia la relevancia de reconocer la variación lingüística y el pretuguês como expresiones legítimas de identidad y resistencia, reposicionando a Carolina Maria de Jesus en el campo literario como autora consciente de su proyecto artístico y político. | |
| dc.description.resumo | Esta dissertação investiga a escrita de Carolina Maria de Jesus em Quarto de despejo: diário de uma favelada (edição comemorativa de 2020), a fim de compreender como sua produção literária se configura como espaço de resistência, identidade e projeto estético consciente. A problemática que orienta a pesquisa parte da questão: a escrita de Carolina, marcada por grafias não convencionais e pelo chamado pretuguês, deve ser compreendida como fruto de limitações escolares ou como escolha estilística e identitária deliberada? Tal reflexão se articula ao debate sobre a representação da variação linguística na literatura e sobre o lugar da mulher negra periférica na tradição literária brasileira. O objetivo geral é analisar a obra de Carolina Maria de Jesus como manifestação literária que transcende a denúncia social, revelando-se como projeto intelectual e estético. Como objetivos específicos, busca-se: (i) levantar pesquisas acadêmicas que discutem sua escrita e identidade; (ii) reconstruir aspectos de sua trajetória de vida, evidenciando a importância da leitura e da escrita desde a infância; (iii) identificar e analisar ocorrências de variação linguística em Quarto de despejo (2020), especialmente aquelas associadas ao pretuguês, relacionando-as a processos de uma marca estilística. A metodologia adotada combina análise bibliográfica e documental com breve abordagem sociolinguística e literária. Foram mapeadas dissertações e teses entre 2000 e 2023 que discutem a obra da autora, confrontadas com biografias, registros históricos e produções diversas de Carolina. Em termos analíticos, o trabalho recorreu às contribuições da Sociolinguística variacionista e dos estudos de identidade e representação linguística, particularmente os conceitos de Lélia Gonzalez acerca do pretuguês. Também foram examinadas passagens da edição de 2020 de Quarto de despejo, a qual preserva a grafia original da autora, permitindo recuperar traços de sua expressão autêntica antes apagados por intervenções editoriais. Os resultados apontam que a escrita de Carolina Maria de Jesus não pode ser reduzida ao estigma do “erro”, mas deve ser lida como prática autoral consciente, em que estilo e conteúdo se entrelaçam para construir uma identidade negra e periférica. Sua linguagem, marcada pela oralidade e pela variação linguística, atua como gesto político e estético, desafiando o cânone e legitimando outras formas de existência literária. O estudo também demonstra que sua trajetória de leitora e escritora, desde a infância, foi fundamental para consolidar uma produção diversificada como diários, poesias, romances e peças, reafirmando-a como intelectual que buscava viver da escrita. Conclui-se que a obra de Carolina Maria de Jesus ultrapassa a condição de testemunho da pobreza, constituindo-se como literatura que alia denúncia social e criação estética. Sua escrita, ao inscrever a voz de uma mulher negra periférica no espaço literário brasileiro, rompe silenciamentos históricos e amplia o horizonte crítico da literatura nacional. Assim, a dissertação evidencia a relevância de reconhecer a variação linguística e o pretuguês como expressões legítimas de identidade e resistência, reposicionando Carolina Maria de Jesus no campo literário como autora consciente de seu projeto artístico e político. | |
| dc.description.sponsorship | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior | |
| dc.identifier.citation | SOARES, Maria Fernanda Rodrigues. Palavras que resistem: a marca de Carolina Maria de Jesus em Quarto de despejo: Diário de uma favelada (2020). 2025. Dissertação (Mestrado em Estudos da Linguagem) - Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa, 2025. | |
| dc.identifier.uri | https://ri.uepg.br/handle/123456789/2486 | |
| dc.language.iso | pt | |
| dc.rights | http://purl.org/coar/access_right/c_abf2 | |
| dc.rights | Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil | en |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ | |
| dc.subject | Carolina Maria de Jesus | |
| dc.subject | Quarto de despejo | |
| dc.subject | pretuguês | |
| dc.subject | variação linguística | |
| dc.subject | identidade | |
| dc.subject | resistência | |
| dc.subject | variación lingüística | |
| dc.subject | identidad | |
| dc.subject | resistencia | |
| dc.title | Palavras que resistem: a marca de Carolina Maria de Jesus em Quarto de despejo: Diário de uma favelada (2020) | |
| dc.type | master thesis |
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