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Recent Submissions

  • Item type:Item,
    Tratamento conservador de ameloblastoma: relato de caso clínico
    (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2026) Poterala, Yohana Veiga; Botoluzzi, Marcelo Carlos; Cardoso, Renan Bordini
    Introdução: O ameloblastoma é um tumor odontogênico benigno, com tendencia de crescimento agressivo e risco de transformação maligna. Ocorre principalmente na quarta década de vida, em pacientes do sexo masculino, com grande predileção pela região posterior da mandíbula. Comumente assintomático e caracterizado por expansão lenta, em contrapartida, localmente invasivo e infiltrativo. Radiograficamente, apresenta-se uma lesão bem definida, uni ou multilocular, com aspecto de "bolhas de sabão". As modalidades de tratamento incluem excisão cirúrgica, enucleação, crioterapia, radioterapia e quimioterapia. Objetivo: Relatar o caso clínico de um tratamento conservador de ameloblastoma mandibular em um paciente de 17 anos. Relato de caso: Paciente do sexo masculino, 17 anos, exibindo aumento de volume extraoral em terço inferior de hemiface do lado esquerdo e intra oral em região de ramo e corpo mandibular esquerdo. Os exames imaginológicos revelaram área radiolúcida, bordas irregulares, estendendo-se do corpo mandibular, acometendo angulo, ramo e coronoide da mandíbula, associado a dente incluso e reabsorcao dentária. Resultado: Foi realizada a marsupializacao da lesão sob anestesia geral, com envio de material para análise histopatológica e resutlado de ameloblastoma. Após 11 meses, foi realizada enucleacão do remanescente da lesão e acompanhamento da mesma. Conclusão: O Ameloblastoma é um tumor que apesar de benigno pode ser agressivo aos tecidos adjacentes. O cirurgião-dentista deve conhecer essa patologia para saber indicar o diagnóstico e tratamento mais adequado para o paciente.
  • Item type:Item,
    Estudo de estabilidade de formas farmacêuticas líquidas fracionadas de dipirona e paracetamol
    (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2026) Silva, Nataly Aparecida Vasco da; Torres, Vanessa Lima Gonçalves; Prestes, Ana Paula
    Estudos de estabilidade das formas farmacêuticas são necessários para determinar prazo de validade, eficácia e possíveis efeitos tóxicos. O setor de farmacotécnica permite o fracionamento de doses, proporcionando tratamento individualizado, seguro e eficaz. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determina os prazos de validade conforme estudos de estabilidade, simulando condições de armazenamento e transporte das formas farmacêuticas, porém estudos de estabilidade de formas farmacêuticas após o fracionamento são escassos, sendo necessário novos estudos de estabilidade após fracionamento, a fim de garantir a segurança ao paciente, e evitar desperdícios. O prazo de validade determinado para formas farmacêuticas líquidas é de 25% do prazo de validade restante determinado pelo fabricante, no Hospital é utilizado 30 dias. O presente estudo buscou verificar a estabilidade de formas farmacêuticas líquidas fracionadas de solução de dipirona 500 mg/mL e solução de paracetamol 200 mg/mL durante 45 dias após o fracionamento, determinando densidade, viscosidade, pH, estabilidade em temperatura ambiente e em estufa, doseamento por espectrofotometria UV/VIS do paracetamol e dipirona e análise organoléptica. O pH e doseamento das soluções orais de dipirona e paracetamol se manteve estável, conforme preconizado pela Farmacopeia Brasileira de 2019, durante todo período de testes. A dipirona apresentou estabilidade organoléptica durante os 45 dias, já a solução oral de paracetamol apresentou alteração de coloração quando exposta a luz UV a partir de 15 dias de testes, mesmo quando fracionados em dosadores fotoprotetores, desta maneira o período de validade para dosadores orais de paracetamol deve ser inferior à 15 dias.
  • Item type:Item,
    Literacia digital em saúde e sintomas depressivos em pessoas idosas atendidas em ambulatório na região dos Campos Gerais, Paraná
    (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2026) Stelzner, Nicoly Bach; Souza, Jacy Aurelia Vieira de
    Este estudo exploratório e descritivo teve como objetivo analisar a capacidade de Literacia Digital em Saúde (LDS) e compará-la com a presença de sintomas depressivos em pessoas idosas. A pesquisa foi realizada com 109 pacientes com 60 anos ou mais atendidos em ambulatórios de um hospital universitário nos Campos Gerais (Paraná), utilizando instrumentos validados para avaliação mental (MEEM), depressão (GDS-15) e literacia digital (eHEALS). Os resultados indicaram que 28,4% da amostra apresentavam sintomas depressivos, grupo que também demonstrou maior prevalência de comorbidades, distúrbios do sono, dependência de cuidadores e menor escolaridade. Em relação à Literacia Digital em Saúde, os escores globais foram baixos a moderados e semelhantes entre os dois grupos, evidenciando que a maioria dos idosos (61,5%) não utiliza a internet para buscar informações sobre tratamentos de saúde. Concluiu-se que, independentemente da presença de sintomas depressivos, os idosos enfrentam desafios significativos com as ferramentas digitais e com a avaliação crítica das informações online. Os achados reforçam a necessidade de políticas públicas e ações de educação digital voltadas a promover a autonomia e o suporte à saúde mental da população idosa.
  • Item type:Item,
    Infecções relacionadas à assistência à saúde em hospital escola: análise epidemiológica em unidades de terapia intensiva adulto
    (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2025) Prestes, Midian Dias; Alves, Fabiana Bucholdz Teixeira; Zander, Luiz Ricardo Marafigo
    As Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) representam um dos maiores desafios contemporâneos para a segurança do paciente, especialmente em unidades de terapia intensiva (UTI), onde a complexidade clínica e o uso de dispositivos invasivos favorecem sua ocorrência. Este estudo teve como objetivo caracterizar o perfil epidemiológico das IRAS em pacientes internados em UTI de um hospital escola do Sul do Brasil, identificando fatores associados e o perfil microbiológico dos agentes isolados. Trata-se de um estudo observacional, analítico e transversal, desenvolvido com base em dados secundários obtidos de prontuários eletrônicos referentes ao período de janeiro a março de 2024. A amostra foi composta por 257 internações, analisadas por meio de estatística descritiva e testes inferenciais. A incidência de IRAS foi de 19,8%, com predominância de pneumonia associada à ventilação mecânica e isolamento de bacilos Gram-negativos multirresistentes, como Acinetobacter baumannii, Klebsiella pneumoniae e Pseudomonas aeruginosa. Observou-se associação significativa entre IRAS e tempo de internação, reforçando o papel desse indicador como marcador de qualidade assistencial. A elevada incompletude dos registros sobre dispositivos invasivos evidenciou fragilidades no sistema de informação hospitalar. Os achados apontam para a necessidade de fortalecimento das práticas de vigilância epidemiológica, adesão rigorosa a protocolos preventivos e educação permanente das equipes multiprofissionais, consolidando o papel do especialista em Epidemiologia e Controle de Infecções na promoção da qualidade e da segurança do cuidado hospitalar.
  • Item type:Item,
    Manejo odontológico ambulatorial de paciente portadora de síndrome de Rendu-Osler-Weber: relato de caso
    (UEPG, 2025) Grollmann, Marianne; Ferreira, Marceli Dias; Nardino, Marcela Claudino da Silva
    A Síndrome de Rendu-Osler-Weber (SROW), ou Telangiectasia Hemorrágica Heredi- tária (THH), é uma doença genética rara, de herança autossômica dominante, carac- terizada por telangiectasias mucocutâneas e malformações arteriovenosas que au- mentam o risco de sangramentos espontâneos, especialmente epistaxes, além de complicações durante procedimentos odontológicos. O objetivo deste trabalho é rela- tar o caso de uma paciente portadora de SROW, descrevendo seu manejo em ambi- ente ambulatorial hospitalar. Paciente feminina, 39 anos, internada por epistaxe volu- mosa e anemia ferropriva, foi avaliada pela equipe de Odontologia Hospitalar, que identificou necessidade de tratamento periodontal, restaurador e cirúrgico. Após esta- bilização clínica e parâmetros laboratoriais adequados, iniciou-se o tratamento odon- tológico beira leito durante internação, inicialmente com controle de biofilme e raspa- gem, sem intercorrências. Na quinta sessão, entretanto, durante raspagem periodon- tal em ambiente ambulatorial, a paciente apresentou epistaxe súbita associada à sín- cope e instabilidade hemodinâmica, exigindo tamponamento nasal, suporte médico e transfusão sanguínea. Após estabilização, o atendimento prosseguiu com sessões curtas, posição sentada e manipulação cuidadosa. Conclui-se que pacientes com sín- dromes hemorrágicas raras demandam planejamento individualizado, monitoramento multiprofissional e adoção de técnicas que reduzam o risco de complicações durante o tratamento odontológico.