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Item type:Item, Detecção de rastros de tornados por meio de imagens de sensoriamento remoto orbital nos municípios de Água Doce a Tangará (SC) e Nova Candelária a Campos Novos (RS)(Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2026-02-11) Kubaski, Kauan Mateus; Hornes, Karin Linete; https://orcid.org/0000-0002-3040-5688; http://lattes.cnpq.br/8842616601205832; Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE); Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); Hayakawa, Ericson Hideki; https://orcid.org/0000-0003-1342-1659; http://lattes.cnpq.br/4329506543421390; Silva, Júlio Manoel França da; https://orcid.org/0000-0003-4778-2591; http://lattes.cnpq.br/5242007553597888Os tornados são responsáveis por uma série de danos que resultam em prejuízos econômicos e perdas humanas, podendo resultar desta forma, em um desastre. Embora o fenômeno fosse historicamente documentado no Brasil, o mesmo é relativamente desconhecido por uma parcela significativa da população. O sudeste da América do Sul abriga um corredor de tornados que inclui o sul e sudeste brasileiro, com a região Sul respondendo a uma fração significativa das ocorrências reportadas. Diante da perspectiva que o uso de sensoriamento remoto, SIG e as geotecnologias podem ser mais exploradas e a relevância do tema, essa pesquisa investigou dois estudos de caso de tornados retrógrados, detectando seu percurso e a largura máxima encontrada. Para a execução desse propósito, foram utilizadas imagens de satélite MSI/Sentinel-2 de 2017 a 2023, sendo adquiridas cenas pré-evento e pós-evento. O ano inicial foi definido tendo como base o lançamento global do satélite. Para a seleção preliminar das ocorrências, foi utilizado a base de dados de Almeida (2023) e Piotrovski (2025), selecionando eventos de maiores categorias dentro do contexto brasileiro e do período disponível. Com as imagens de satélites adquiridas, foram utilizados procedimentos que pudessem realçar através de processamento digital de imagens, o rastro de tornados. Para isso, foram usados o NDVI pós-evento, a mudança de NDVI e o PCA, métodos aplicados em estudos anteriores e que foram eficazes em identificar a trajetória dos tornados. O NDVI é um indicador da saúde e o estado da vegetação, sendo derivado do balanço espectral entre o infravermelho próximo e o vermelho, enquanto que, a mudança de NDVI reflete as mudanças na superfície para períodos distintos (antes e após o distúrbio causado pelo tornado). O PCA, entretanto, trata-se de um procedimento estatístico. O método exibe a máxima variância em componentes principais, sendo a quantidade total de componentes principais determinada pelo número de bandas espectrais empilhadas no arquivo raster de entrada. Cada componente explica diferentes mudanças na superfície, dentre elas o rastro de tornado e são computadas em ordem decrescente da variância total explicada. Os resultados demonstraram que principalmente a mudança de NDVI e PCA foram eficazes em detectar rastros de tornados estimados entre EF2 e EF3, embora a variabilidade espacial do uso do solo e variações na intensidade do fenômeno podem resultar em descontinuidades espaciais no percurso detectado. Algumas evidências corroboram alegações de trabalhos anteriores, dentre eles, de que o PCA identifica melhor o rastro em ambientes urbanos e a mudança de NDVI em áreas de perda de vegetação, mas que o substrato não foi exposto. No entanto, em linhas gerais, tanto a mudança de NDVI quanto o PCA apresentam comportamento similar na identificação de rastro de tornados para os eventos analisados, destacando a importância do recurso multitemporal de análise. Os métodos aplicados são úteis para tornados extensos, auxiliando o mapeamento de danos e subsidiam análises futuras para correlacionar com as características da superfície terrestre.Item type:Item, Acolhimento do estudante surdo: proposição de um Guia Orientador para a prática inclusiva(Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2026-05-25) Damski, Edicléia Fátima Miranda; Foltran, Elenice Parise; https://orcid.org/0000-0002-1066-9395; http://lattes.cnpq.br/5390125976147896; Universidade Estadual de Paraná (UNESPAR); Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR/ Dois Vizinhos); Silva, Ricardo Desidério da; https://orcid.org/0000-0003-2779-2696; http://lattes.cnpq.br/0871407652290726; Dessbesel, Renata da Silva; https://orcid.org/0000-0002-2781-2397; http://lattes.cnpq.br/2172517835872493Esta pesquisa investiga o acolhimento de estudantes surdos na rede regular de ensino, propondo como solução educacional um Guia Orientador. O objetivo geral foi desenvolver e validar um recurso educacional que auxilie gestores, professores e funcionários em práticas de acolhimento dos alunos surdos no processo de inclusão inicial no ensino regular. A fundamentação teórica articula os marcos legais vigentes, como a Lei nº 14.191/2021 e as recentes atualizações sobre a surdez unilateral (Lei nº 14.768/2023), dialogando com autores que discutem a pluralidade das identidades surdas e a pedagogia visual. Metodologicamente, o estudo caracteriza-se como uma Pesquisa Baseada em Design (PBD), estruturada em ciclos de diagnóstico, prototipação e validação. O percurso metodológico compreendeu três etapas: (1) levantamento bibliográfico e documental sobre acolhimento e cultura surda; (2) elaboração do guia orientador intitulado “Acolhimento de alunos com surdez: proposta de um guia orientador para a comunidade escolar”; e (3) validação do recurso educacional. Os resultados, obtidos por meio de questionários e validados por 16 profissionais da educação de Chopinzinho/PR, demonstram que o guia pode promover maior segurança comunicativa e pedagógica. Conclui-se que o Guia se configura como um instrumento de mediação para a efetivação da Educação Bilíngue no cotidiano escolar e para a sistematização de processos de acolhimento dos alunos surdos nas redes municipais de ensino.Item type:Item, Direito à cidade em Ponta Grossa-PR: análise comparativa da produção socioespacial dos setores censitários Centro-Neves(Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2026-05-26) Gadowski, Mariane Aparecida; Madalozzo, Nisiane; https://orcid.org/0000-0001-9607-9275; http://lattes.cnpq.br/3394891428015601; Souza, Edson Belo Clemente de; https://orcid.org/0000-0003-3307-0518; http://lattes.cnpq.br/2535005490225402; Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR); Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); Scheffer, Sandra Maria; https://orcid.org/0000-0002-5408-193X; http://lattes.cnpq.br/5221445804988066; Pagani, Regina Negri; https://orcid.org/0000-0002-2655-6424; http://lattes.cnpq.br/7472869600330564Neste trabalho, busca-se discutir a distribuição espacial de equipamentos públicos e infraestrutura urbana no município de Ponta Grossa como forma de garantir o Direito à Cidade à população, na perspectiva da segregação socioespacial. Para isso, foi realizado um levantamento bibliográfico dos temas “Desigualdade Socioespacial”, “Segregação Socioespacial”, “Direito à Cidade”, “Periferização”, “Descontinuidades”, que formaram a base teórica para discutir os conceitos relacionados aos dados levantados para o urbano. O recorte adotado foi a escolha de dois setores censitários: um no bairro Centro, e outro no bairro Neves. Os métodos usados para analisar a presença de infraestrutura urbana e equipamentos públicos foram a análise espacial pela produção de cartogramas com o software Quantum GIS, para analisar quantitativamente o espaço, e o Public Space’s Service System (P.S.S.S.), para verificar qualitativamente o espaço público de ambos os setores, por meio de quadros e percursos. Como resultado, foi possível observar a diferença da presença de equipamentos públicos, qualidade de infraestrutura urbana, presença e qualidade de acessos, entre outras informações que mostram como o espaço se articula com o todo. Como conclusão, foi possível observar que existe segregação socioespacial entre centro e periferia no município, nos aspectos de distribuição de equipamentos públicos e infraestrutura urbana, quanto no aspecto da paisagem em cada um dos espaços urbanos analisados.Item type:Item, Taxonomia e conservação dos gêneros Echinodorus Rich. Ex Engelm. Е Sagittaria L. (Alismataceae) no Estado do Paraná, Brasil(Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2026-02-27) Santos, Stephany Pinheiro dos; Muller, Rosângela Capuano Tardivo; http://lattes.cnpq.br/7759441232434795; Grupo Energia; Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); Silva, Adriane Ribeiro da; https://orcid.org/0000-0002-4442-0766; http://lattes.cnpq.br/4487653359275075; Souza, Melissa Koch Fernandes de; http://lattes.cnpq.br/0206514413573980Alismataceae Vent., (Alismatales) faz parte do clado das angiospermas basais, sendo uma das mais antigas linhagens de monocotiledôneas. Atualmente a família apresenta 17 gêneros e 113 espécies de plantas aquáticas, ao redor do mundo, representadas principalmente por ervas sub cosmopolitas. Echinodorus Rich. Ex Engelm., é restrito ao continente americano, se estendendo desde o Norte dos EUA até o Sul da Argentina, enquanto que Sagittaria L., está distribuída em diferentes partes do mundo. No Brasil são encontrados em todos os domínios fitogeográficos, Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. No Estado do Paraná são os gêneros mais representativos da família, abrangendo grande parte do território. Echinodorus apresenta grande plasticidade fenotípica e falta de coletas adequadas nos herbários, o que torna sua identificação complexa e gera sinonímia. A confusão taxonômica ocorre devido a heterofilia e pontuações translúcidas que podem ou não estar presentes na lâmina foliar do grupo. Sagittaria abriga plantas de alto valor adaptativo, capazes de se dispersarem com facilidade em ambientes alagados como canais poluídos, além disso apresenta relações biológicas interessantes com diferentes seres vivos, principalmente devido a galhas entomológicas presentes em seu sistema radicular. Dessa forma, este trabalho traz o estudo taxonômico dos táxons, baseado em coleções de herbários e material in vivo. Foram realizadas coletas no período de abril/2024 à setembro/2025, com a retirada manual das plantas dos ambientes aquáticos, a identificação, a herborização e elaboração das exsicatas, depositadas no Herbário HUPG. Durante as coletas, órgãos vegetativos e reprodutivos foram fixados em álcool 70% para posterior análise em laboratório. São consideradas para o Paraná: E. cordifolius (L.) Griseb., E. grandiflorus (Cham.& Schltr.) Micheli, E. grisebachii Small., E. longiscapus Arechav., E. macrophyllus (Kunth) Micheli, E. paniculatus Micheli e E. uruguaiensis Micheli, sendo esta, considerada Em Perigo, Sagittaria montevidensis Cham. & Schltdl. e S. rhombifolia Cham. Descrições morfológicas, comentários, chaves de identificação, distribuição geográfica e o status de conservação de cada táxon estudado são apresentados.Item type:Item, O pêndulo da erva-mate: do campo à indústria (1930-1960)(Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2025-04-07) Silva, Laureen; Nimmo, Evelyn Roberta; https://orcid.org/0000-0003-2650-0540; http://lattes.cnpq.br/8496081013540522; Carvalho, Alessandra Izabel de; http://lattes.cnpq.br/6195773278547025; Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); Universidade de Passo Fundo (UPF); Universidade de Alberta (UAlberta); Petuba, Rosangela Maria Silva; https://orcid.org/0000-0002-1923-9949; http://lattes.cnpq.br/8370546880096273; Gerhardt, Marcos; https://orcid.org/0000-0003-1457-7321; http://lattes.cnpq.br/7642490483610848O surgimento da indústria da erva-mate reconfigurou a cadeia produtiva dessa cultura silvícola visto que, aliadas ao desenvolvimento de um novo sistema de produção, as relações com a natureza e com os trabalhadores foram intensamente modificadas. Principal produto da economia paranaense no século XIX, essa economia enfrentou o declínio a partir da década de 1930, atingindo sumariamente o elo mais vulnerável da cadeia, os produtores ervateiros. Pautada na História Ambiental, essa pesquisa, com recorte temporal de 1930 a 1960, analisa como ocorreu o distanciamento das comunidades ervateiras do capital gerado pelo mercado da erva-mate – ainda que fossem responsáveis pela matéria-prima e por inúmeras tentativas de beneficiamento e exportação, esse comércio seguiu restrito aos grandes industriais historicamente vinculados à oligarquia. Como resultado, identificou-se que os novos barões da erva-mate não apenas concentravam o capital, mas também detinham poderes políticos e estavam à frente das decisões governamentais, direcionando para si os incentivos estatais e os créditos agrícolas subsidiados; eram a eles restritos as tecnologias, que potencializavam a produção e atendiam a especificações inalcançáveis através da tradicional estrutura de barbaquá; e, além disso, através de uma complexa rede de intermediários, estruturaram canais de comercialização externa que, até a década de 1940, eram inacessíveis aos produtores rurais. Por outro lado, os agricultores afetados por esse sistema desenvolveram processos de resistência através de organizações sociais, como o pioneiro cooperativismo agrícola do Paraná, movimento que perdurou por três décadas, até ser estrangulado pelas forças contrárias à organização política do campo; mas, especialmente, aportados na identidade ambiental, resistiram através da permanência no meio rural. Mesmo com a diversificação de produção, foram estas as bases para a constituição de uma comunidade de prática que permitiu, aos erveiros, o reconhecimento das suas ações enquanto determinantes à preservação do patrimônio cultural e natural materializada na produção de erva-mate sombreada.