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Recent Submissions

  • Item type:Item,
    Taxonomia e conservação dos gêneros Echinodorus Rich. Ex Engelm. Е Sagittaria L. (Alismataceae) no Estado do Paraná, Brasil
    (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2026-02-27) Santos, Stephany Pinheiro dos; Muller, Rosângela Capuano Tardivo; http://lattes.cnpq.br/7759441232434795; Grupo Energia; Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); Silva, Adriane Ribeiro da; https://orcid.org/0000-0002-4442-0766; http://lattes.cnpq.br/4487653359275075; Souza, Melissa Koch Fernandes de; http://lattes.cnpq.br/0206514413573980
    Alismataceae Vent., (Alismatales) faz parte do clado das angiospermas basais, sendo uma das mais antigas linhagens de monocotiledôneas. Atualmente a família apresenta 17 gêneros e 113 espécies de plantas aquáticas, ao redor do mundo, representadas principalmente por ervas sub cosmopolitas. Echinodorus Rich. Ex Engelm., é restrito ao continente americano, se estendendo desde o Norte dos EUA até o Sul da Argentina, enquanto que Sagittaria L., está distribuída em diferentes partes do mundo. No Brasil são encontrados em todos os domínios fitogeográficos, Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. No Estado do Paraná são os gêneros mais representativos da família, abrangendo grande parte do território. Echinodorus apresenta grande plasticidade fenotípica e falta de coletas adequadas nos herbários, o que torna sua identificação complexa e gera sinonímia. A confusão taxonômica ocorre devido a heterofilia e pontuações translúcidas que podem ou não estar presentes na lâmina foliar do grupo. Sagittaria abriga plantas de alto valor adaptativo, capazes de se dispersarem com facilidade em ambientes alagados como canais poluídos, além disso apresenta relações biológicas interessantes com diferentes seres vivos, principalmente devido a galhas entomológicas presentes em seu sistema radicular. Dessa forma, este trabalho traz o estudo taxonômico dos táxons, baseado em coleções de herbários e material in vivo. Foram realizadas coletas no período de abril/2024 à setembro/2025, com a retirada manual das plantas dos ambientes aquáticos, a identificação, a herborização e elaboração das exsicatas, depositadas no Herbário HUPG. Durante as coletas, órgãos vegetativos e reprodutivos foram fixados em álcool 70% para posterior análise em laboratório. São consideradas para o Paraná: E. cordifolius (L.) Griseb., E. grandiflorus (Cham.& Schltr.) Micheli, E. grisebachii Small., E. longiscapus Arechav., E. macrophyllus (Kunth) Micheli, E. paniculatus Micheli e E. uruguaiensis Micheli, sendo esta, considerada Em Perigo, Sagittaria montevidensis Cham. & Schltdl. e S. rhombifolia Cham. Descrições morfológicas, comentários, chaves de identificação, distribuição geográfica e o status de conservação de cada táxon estudado são apresentados.
  • Item type:Item,
    O pêndulo da erva-mate: do campo à indústria (1930-1960)
    (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2025-04-07) Silva, Laureen; Nimmo, Evelyn Roberta; https://orcid.org/0000-0003-2650-0540; http://lattes.cnpq.br/8496081013540522; Carvalho, Alessandra Izabel de; http://lattes.cnpq.br/6195773278547025; Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); Universidade de Passo Fundo (UPF); Universidade de Alberta (UAlberta); Petuba, Rosangela Maria Silva; https://orcid.org/0000-0002-1923-9949; http://lattes.cnpq.br/8370546880096273; Gerhardt, Marcos; https://orcid.org/0000-0003-1457-7321; http://lattes.cnpq.br/7642490483610848
    O surgimento da indústria da erva-mate reconfigurou a cadeia produtiva dessa cultura silvícola visto que, aliadas ao desenvolvimento de um novo sistema de produção, as relações com a natureza e com os trabalhadores foram intensamente modificadas. Principal produto da economia paranaense no século XIX, essa economia enfrentou o declínio a partir da década de 1930, atingindo sumariamente o elo mais vulnerável da cadeia, os produtores ervateiros. Pautada na História Ambiental, essa pesquisa, com recorte temporal de 1930 a 1960, analisa como ocorreu o distanciamento das comunidades ervateiras do capital gerado pelo mercado da erva-mate – ainda que fossem responsáveis pela matéria-prima e por inúmeras tentativas de beneficiamento e exportação, esse comércio seguiu restrito aos grandes industriais historicamente vinculados à oligarquia. Como resultado, identificou-se que os novos barões da erva-mate não apenas concentravam o capital, mas também detinham poderes políticos e estavam à frente das decisões governamentais, direcionando para si os incentivos estatais e os créditos agrícolas subsidiados; eram a eles restritos as tecnologias, que potencializavam a produção e atendiam a especificações inalcançáveis através da tradicional estrutura de barbaquá; e, além disso, através de uma complexa rede de intermediários, estruturaram canais de comercialização externa que, até a década de 1940, eram inacessíveis aos produtores rurais. Por outro lado, os agricultores afetados por esse sistema desenvolveram processos de resistência através de organizações sociais, como o pioneiro cooperativismo agrícola do Paraná, movimento que perdurou por três décadas, até ser estrangulado pelas forças contrárias à organização política do campo; mas, especialmente, aportados na identidade ambiental, resistiram através da permanência no meio rural. Mesmo com a diversificação de produção, foram estas as bases para a constituição de uma comunidade de prática que permitiu, aos erveiros, o reconhecimento das suas ações enquanto determinantes à preservação do patrimônio cultural e natural materializada na produção de erva-mate sombreada.
  • Item type:Item,
    Uma leitura distópica de Graça Infinita de David Foster Wallace
    (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2026-04-28) Ferreira, Camila Martins; Valle, Diego Gomes do; https://orcid.org/0000-0003-1539-1852; http://lattes.cnpq.br/0404558346033449; Pavloski, Evanir; https://orcid.org/0000-0003-1986-3589; http://lattes.cnpq.br/8875201385333765; Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR); Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR); Kurowsky, Kleber; https://orcid.org/0000-0002-0074-1146; http://lattes.cnpq.br/1239911775658570; Pacheco, Keli Cristina; https://orcid.org/0000-0001-9398-9505; http://lattes.cnpq.br/6558952854074161
    O presente trabalho objetiva realizar uma leitura distópica da obra Graça Infinita do autor David Foster Wallace, publicada em 1996. A ideia originou-se a partir da identificação de uma lacuna nos estudos teóricos - críticos de Graça Infinita que por vezes traziam o termo distopia enquanto característico do romance sem, no entanto, especificar as características que tornaram possível tal caracterização. Portanto, compreendendo essa lacuna no que diz respeito aos estudos do romance de Wallace, a pesquisa tem como propósito elencar as características que tornam possível a leitura da obra como ficção distópica. Para tanto, teóricos como Tom Moylan (2000, 2013), Rafaela Baccolini (2013), Keith M. Booker (1994), Vita Fortunati (2000) entre outros teóricos da área, serão contemplados no intuito de apresentar uma fundamentação teórica no que diz respeito às características centrais da ficção distópica, abrangendo definições que se estendem até o conceito de distopia crítica. Ainda, o conceito de neodistópico, elaborado por Felipe Benicio (2023), também será discorrido uma vez que dialoga com as perspectivas de análise propostas dentro da leitura de Graça Infinita, particularmente no que diz respeito à subversão de elementos consolidados na tradição distópica e nas novas proposições de leitura para textos do gênero. Na sequência, um capítulo será dedicado ao conceito de hedonismo, uma vez que a obra evidencia uma relação problemática com os prazeres imediatos. Estas questões serão trabalhadas a partir de uma perspectiva distópica, considerando as implicações que tais anseios podem suscitar na sociedade. Depois, os principais núcleos e personagens que os estruturam, serão analisados a partir das concepções previamente discutidas, mantendo no horizonte de análise as perspectivas que se apoiam na tradição distópica e aquelas que transgridem aspectos consolidados, propondo então uma leitura da obra que pode constituir uma inovação no gênero distópico. A contribuição desta pesquisa reside em instigar novos trabalhos referente a obra de Foster Wallace além de possibilitar investigações quanto a novas perspectivas de análise na distopia.
  • Item type:Item,
    Um olhar para a branquitude nas questões linguíticas da língua
    (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2025-10-20) Franco, Giovana Baruffi; Torquato, Cloris; https://orcid.org/0000-0003-1283-6369; http://lattes.cnpq.br/4009679922563932; Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); Universidade Estadual de Maringá (UEM); Braga, Lucimar Araujo; https://orcid.org/0000-0003-0178-4516; http://lattes.cnpq.br/8582701929104828; Jung, Neiva Maria; https://orcid.org/0000-0002-7249-7816; http://lattes.cnpq.br/9923668188972592
    Esta pesquisa analisou as ideologias da linguagem implicadas na política de cooficialização da língua polonesa em São Mateus do Sul – PR, articulando questões de branquitude, mercantilização cultural e políticas linguísticas. O estudo passou por uma trajetória de mudança, desde a proposta inicial de valorizar a língua polonesa enquanto patrimônio até a problematização crítica da branquitude, revelando o papel das relações de poder na produção e legitimação de políticas linguísticas. A investigação caracterizou-se pela abordagem qualitativa, com entrevistas semiestruturadas realizadas com 14 participantes, incluindo agentes políticos, agentes educacionais, agentes dos serviços do município e agentes institucionais. Os dados foram gerados mediante consentimento informado, gravados em áudio e posteriormente transcritos, seguindo procedimentos interpretativos orientados por Fraser e Gondim (2004). A diversidade de perfis permitiu compreender diferentes perspectivas sobre a implementação da lei de cooficialização da língua polonesa e seus efeitos sociais, econômicos e culturais. Os resultados evidenciam que essa lei não se configura como instrumento de revitalização linguística efetiva, mas como mecanismo simbólico de mercantilização linguístico-cultural, beneficiando principalmente comerciantes e empresários da região central da cidade, e não os falantes da língua polonesa, residentes especialmente na zona rural. A implementação da lei enfrenta barreiras estruturais, como custos educacionais e limitações do legislativo, resultando em sua caracterização como “lei de gaveta”. Além disso, a análise revelou como a branquitude e ideologias da linguagem a ela relacionadas influenciam a valorização de certas línguas em detrimento de outras, evidenciando hierarquias raciais e econômicas na construção de políticas linguísticas locais. Este estudo contribui para os debates acadêmicos sobre políticas linguísticas, ideologias da linguagem e branquitude, demonstrando que a análise da língua não se limita a aspectos comunicativos, mas reflete relações de poder, privilégios e desigualdades estruturais. Ademais, evidencia a necessidade de pesquisas futuras que questionem consensos estabelecidos, rompam pactos de privilégio e promovam olhares críticos e plurais sobre a linguagem, a cultura e a sociedade.
  • Item type:Item,
    Investigação da doença de Chagas em gestantes e puérperas atendidas no Hospital Universitário Materno-Infantil e em saguis exóticos (Callithrix spp.) capturados no Estado do Paraná
    (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2026-06-26) Chimim, Emanoel Mateus; Costa, Michele Dietrich Moura; http://lattes.cnpq.br/0408282742783023; Eger, Iriane; http://lattes.cnpq.br/2523023322944500; Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); Stoco, Patrícia Hermes; http://lattes.cnpq.br/8555938548955913; Cruz, Bruno Ribeiro; https://orcid.org/0000-0001-6940-0262; http://lattes.cnpq.br/8232540579771480
    A doença de Chagas, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, permanece como um relevante problema de saúde pública, especialmente nos países da América Latina. Apesar dos avanços no controle da enfermidade, a transmissão congênita persiste como um desafio, particularmente em áreas não endêmicas, onde a subnotificação e o diagnóstico tardio são frequentes. Este estudo teve como objetivo avaliar a soroprevalência da doença de Chagas em gestantes e puérperas atendidas no Hospital Universitário Materno-Infantil (HUMAI) em Ponta Grossa, Paraná, bem como investigar a presença de T. cruzi em saguis exóticos (Callithrix spp.) capturados, considerados potenciais reservatórios naturais. Amostras de sangue de 362 gestantes e puérperas atendidas no HUMAI foram submetidas à triagem sorológica por ELISA, padronizado com extrato proteico de epimastigotas de T. cruzi. Treze amostras apresentaram reatividade inicial, porém todas foram classificadas como não reagentes após testes confirmatórios realizados pelo LACEN-PR. Paralelamente, foram investigados 53 saguis por meio de esfregaço sanguíneo e PCR. Não foram observadas formas tripomastigotas de Trypanosoma. Entretanto, foram identificadas inclusões eritrocitárias sugestivas de outros hemoparasitas, como Plasmodium sp., por exemplo. A PCR foi positiva para T. cruzi em 5 (9,3%) amostras de DNA extraído de músculo esquelético dos saguis. Os resultados indicam ausência de soropositividade entre as gestantes e puérperas avaliadas e confirmam a presença de T. cruzi em 5 dos 53 saguis capturados. O monitoramento contínuo se mostra necessário, considerando a circulação de triatomíneos no Paraná, a presença de saguis infectados em áreas urbanas e o risco de transmissão vertical em gestantes oriundas de regiões endêmicas. O estudo reforça a importância da vigilância integrada e da adoção de protocolos de triagem pré-natal, mesmo em áreas não endêmicas.