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    O brincar na natureza com crianças pequenas: entre as práticas desenvolvidas e as possibilidades observadas em CMEIs do município de Castro/PR
    (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2024) Rodrigues, Bianca Polli; Camargo, Daiana
    A presente trabalho de conclusão de curso em Pedagogia da Universidade Estadual de Ponta Grossa objetiva desvelar as práticas que enfatizam a promoção do brincar na natureza com crianças pequenas desenvolvidas pelas professoras no município de Castro/PR. Especificamente, analisar a compressão das professoras sobre o brincar na natureza com crianças pequenas, bem como evidenciar as práticas que envolvem o brincar na natureza na EI e por fim refletir sobre a importância da promoção do brincar na natureza. Trata-se de uma pesquisa qualitativa descritiva, de caráter bibliográfico, com a organização de estado do conhecimento, que buscou responder: Quais práticas que enfatizam a promoção do brincar na natureza com crianças pequenas são desenvolvidas pelas professoras de EI da rede municipal de Castro/PR? Dessa forma, para gerar os dados recorremos a questionário com professoras, entrevistas com a equipe gestora e observações em duas instituições de EI do município, acompanhadas por registros realizados em diário de campo e fotografias. Os resultados evidenciam que apesar de reconhecerem a importância do contato com a natureza, as professoras não incorporam práticas relacionadas em suas rotinas, além da ausência de formações continuadas em relação à integração da natureza na EI e a predominância de práticas limitadas à sala de referência. Concluímos que existe a necessidade de ressignificar os espaços disponíveis na EI, a urgência de práticas para incluir o contato com a natureza no cotidiano e a importância de desenvolver pedagogias biofílicas. Sendo possível por meio de formação continuada de professores, reorganização dos espaços visando o desemparedamento e incentivo para práticas que promovam o brincar na natureza.
  • Item type:Item,
    Aplicação seminal de extratos de microalgas e Azospirillum brasilense
    (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2026) Santos, Gustavo Aparecido Trzaskos dos; Ohse, Silvana; Barboza, Lana Evilyn
    A utilização de bioinsumos na agricultura destaca-se como alternativa sustentável para otimizar o desenvolvimento vegetal, melhorar a eficiência nutricional e reduzir a dependência de insumos sintéticos. Diante da expansão da cultura da cevada (Hordeum vulgare L) cv. Princesa na região dos Campos Gerais e da crescente demanda por grãos de qualidade malteira, este trabalho objetivou avaliar o efeito do tratamento de sementes com extratos aquosos de microalgas (Arthrospira platensis, Tetradesmus obliquus e Viridiparva madeirensis), aplicados de forma isolada ou em associação com Azospirillum brasilense, sobre o desenvolvimento morfofisiológico, os componentes de produção e a qualidade de grãos da cultura. O experimento foi conduzido na Fazenda Escola Capão da Onça (UEPG), sob delineamento de blocos casualizados, em esquema fatorial 4 × 2, com cinco repetições. O fator primário foi composto por quatro tratamentos de sementes (testemunha, A. platensis, T. obliquus e V. madeirensis, na dose de 6 mg kg⁻¹), e o fator secundário correspondeu à presença ou ausência de inoculação com A. brasilense (4 mL kg⁻¹). A inoculação com A. brasilense promoveu efeito significativo sobre a variável população de plantas, gerando um aumento de 16,3% em relação ao tratamento sem inoculação, o que corresponde a um incremento de 246.000 plantas ha⁻¹. Quanto aos efeitos isolados dos extratos de microalgas, o maior índice de área foliar (IAF) na fase vegetativa foi proporcionado por A. platensis, enquanto o maior índice de palha foi obtido com T. obliquus. Para o comprimento de espiga, a aplicação do extrato de A. platensis no tratamento das sementes resultou em menores médias. A interação entre as microalgas e a inoculação bacteriana foi significativa para as variáveis massa de 1.000 grãos e teor de proteína dos grãos. Conclui-se que a associação entre extratos aquosos de microalgas e A. brasilense atua de forma significativa sobre a massa de 1.000 grãos e o teor de proteína dos grãos da cultivar Princesa.
  • Item type:Item,
    Resposta da cultura da cevada a doses de extrato aquoso de Viridiparva madeirensis em associação com Azospirillum brasilense
    (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2026) Pacheco, Aryelle de Oliveira; Ohse, Silvana; Barboza, Lana Evilyn
    A cevada (Hordeum vulgare L.), cereal de inverno pertencente à família Poaceae, é cultivada predominantemente na região Sul do Brasil, onde encontra condições favoráveis ao seu desenvolvimento. Apesar do aumento recente da produção nacional, que atingiu aproximadamente 606,6 mil toneladas na safra 2025, esse volume é insuficiente para suprir a demanda interna. Esse cenário, evidencia a necessidade de adoção de estratégias que promovam o aumento da produtividade da cultura de forma sustentável. Estudos têm demonstrado que a utilização de microalgas como bioestimulantes, induzem efeitos semelhantes a fitormônios, como giberelina aumentando a germinação de sementes, auxinas maximizando a formação de raízes e citocinina atuando na expansão foliar. Contudo, apesar dos avanços científicos, há lacunas sobre o uso de microalgas para fins bioestimulantes em plantas, especialmente em relação à microalga Viridiparva madeirensis, devido à inexistência de trabalhos a campo e ao limitado conhecimento acerca de sua composição química. O presente estudo teve como objetivo avaliar o efeito da aplicação de diferentes doses de Viridiparva madeirensis, via tratamento de sementes, associada ou não à inoculação com Azospirillum brasilense, sobre o desenvolvimento da cultura da cevada, cv. Princesa. O experimento foi conduzido no delineamento de blocos casualizados, em esquema fatorial (6 × 2), composto por seis doses da microalga (0; 0,8; 1,6; 2,4; 3,2; e 4,0 mg kg-1 de sementes) e dois níveis de inoculação com ou sem a inoculação de A. brasilense, com quatro repetições, totalizando 48 unidades experimentais. As variáveis população, índice de área foliar (fases vegetativa e reprodutiva), altura de plantas e número de perfilhos por planta não foram influenciadas pelas doses do extrato de V. madeirensis e pela inoculação com Azospirillum brasilense. No entanto, o incremento na produtividade foi influenciado de forma significativa (90,41%) pelos ajustes lineares crescentes do comprimento de espiga, número de grãos por fileira e índice de colheita, associados ao ajuste linear decrescente do índice de palha em função das doses do extrato. A inoculação de sementes com A. brasilense aumentou a produtividade da cevada (cv. Princesa) em 349,57 kg ha⁻¹, representando um incremento de 6,20% em comparação à não inoculação. Quanto ao extrato de V. madeirensis, a produtividade respondeu de forma linear crescente independentemente da inoculação, impossibilitando a identificação de uma dose de máxima eficiência técnica. Contudo, a dose de 4 mg kg⁻¹ de sementes estimou uma produtividade de 6.148,84 kg ha⁻¹, superando a testemunha em 1.568,84 kg ha⁻¹ (26,14 sacas ha⁻¹). Por fim, os grãos obtidos atenderam aos padrões da indústria de malte, apresentando peso hectolítrico de 64,22 kg hL⁻¹, 97,65% de germinação e 10,99% de teor de proteína.
  • Item type:Item,
    Associação de buprofezina com inibidores de acetilcolinesterase no manejo da cigarrinha do milho
    (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2026-07-27) Monteiro, Bruna Keverlen Carneiro; Bortolotto, Orcial Ceolin; https://orcid.org/0000-0002-3966-4715; http://lattes.cnpq.br/2162391828949583; Universidade Federal do Paraná (UFPR); Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS); Hoshino, Adriano Thibes; https://orcid.org/0000-0003-2844-6541; http://lattes.cnpq.br/327938898145471; Fernandes, Aline Pomari; https://orcid.org/0000-0001-7266-1914; http://lattes.cnpq.br/7484933691702809
    A cigarrinha-do-milho Dalbulus maidis (DeLong & Wolcott, 1923) (Hemiptera: Cicadellidae), é vetora de três principais patógenos que ocasionam o complexo de enfezamentos, responsáveis por danos significativos na cultura do milho nos últimos anos no continente americano. As perdas na produção de grãos decorrentes dessas doenças podem ser superiores a 70%. Devido à complexidade da interação entre a praga, os patógenos e a planta hospedeira, são necessárias medidas integradas de manejo para minimizar os danos ocasionados à cultura do milho. O objetivo deste estudo foi avaliar a associação de inseticida regulador de crescimento (buprofezina) com inibidores de acetilcolinesterase no manejo da cigarrinha-do-milho e do complexo de enfezamentos. Para isso, foram realizados dois experimentos em campo em Ponta Grossa/PR, na safra 2024/2025 na empresa Agro Marochi e na segunda safra 2025 na Fazenda escola Capão da Onça (FESCON). Foram avaliadas a população de cigarrinha-do-milho por planta, a incidência e severidade do complexo de enfezamentos, altura de planta, espiga por planta, diâmetro do colmo, número de fileiras da espiga, número de grãos por fileira da espiga, comprimento, diâmetro e peso da espiga, além do peso de mil grãos (PMG) e produtividade. Em condições de maior ocorrência da praga, a associação entre acefato + buprofezina apresentou uma eficiência de controle de 84,4%, com as menores médias de cigarrinha por planta entre os tratamentos nas avaliações realizadas nos estádios V9 e V10. A associação apresentou uma das menores incidências e severidades dos enfezamentos. Os manejos influenciaram o peso de mil grãos (PMG) e a produtividade. Acefato + buprofezina apresentou produtividade de 9828,13 kg ha-1 , com um incremento de 49 sacas ha-1 em relação à testemunha, sendo o maior entre os manejos. Em baixa pressão populacional, a associação entre acefato + buprofezina apresentou um dos maiores números de grãos por fileira, comprimento e diâmetro de espiga, além de peso da espiga de aproximadamente 10% superior ao da testemunha. De forma geral, a associação da buprofezina com o acefato, é uma estratégia que melhora o manejo da cigarrinha-do-milho e permite o incremento de produtividade. Esse estudo evidencia que a associação de inseticidas é fundamental para o sucesso do manejo da praga.
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    Fantásticos à sombra: ecos do insólito em contos oitocentistas esquecidos
    (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2026-09-04) Baumgart, Maria Luísa Bruno; Harmuch, Rosana Apolonia; https://orcid.org/0000-0002-5278-3815; http://lattes.cnpq.br/2949382347180985; Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); Universidade Federal do Paraná (UFPR); Morais, Eunice de; https://orcid.org/0000-0003-2840-224X; http://lattes.cnpq.br/0351544602905413; Nery, Antonio Augusto; https://orcid.org/0000-0001-7561-7804; http://lattes.cnpq.br/8807413340607401
    A literatura fantástica no Brasil oitocentista ocupa um espaço relativamente reduzido na historiografia literária nacional, especialmente quando observada a partir de obras de caráter histórico-crítico. Nesse sentido, esta pesquisa parte da leitura de três manuais fundamentais de história da literatura brasileira, Formação da Literatura Brasileira (1959, vol. I e II), de Antonio Candido (1918–2017); História da Literatura Brasileira (1906), de José Veríssimo (1857–1916); e História da Literatura Brasileira (2001), de Massaud Moisés (1928–2018), a fim de observar de que modo essas obras, amplamente utilizadas como referências para a compreensão do desenvolvimento da literatura nacional, abordam ou silenciam a presença do fantástico na produção literária do século XIX. A análise desses manuais evidencia que o fantástico raramente é tratado como uma vertente significativa da literatura oitocentista brasileira. Paralelamente, considera-se também a fortuna crítica recente dedicada ao fantástico no Brasil do século XIX, que, sobretudo a partir da década de 2010, passou a revisitar narrativas pouco exploradas pela historiografia tradicional, propondo novas leituras sobre a presença do sobrenatural e do insólito na literatura do período. Diante desse cenário, esta pesquisa parte da hipótese de que houve produção fantástica no Brasil oitocentista que não recebeu a mesma atenção crítica dedicada a outras manifestações literárias do período. Inicialmente, analisam-se os referidos manuais de história da literatura com o objetivo de compreender como a historiografia literária tratou, ou deixou de tratar, essa vertente narrativa. Em seguida, procede-se à análise de contos classificados como fantásticos, escolha que se justifica tanto pela recorrência histórica da narrativa breve na tradição do fantástico quanto pelo fato de que grande parte das formulações teóricas clássicas do gênero, como as de Tzvetan Todorov, concentra-se sobretudo em contos, nos quais a hesitação, a ambiguidade e o estranhamento podem ser sustentados de maneira mais intensa. Além disso, no contexto brasileiro oitocentista, muitas dessas manifestações do insólito circularam principalmente em periódicos e publicações breves, encontrando no conto um espaço privilegiado de experimentação literária. O corpus selecionado foi localizado por meio do portal Biblioteca Digital de Literatura de Países Lusófonos e é composto pelos seguintes contos: Ruínas da Glória, de Fagundes Varela (1841–1885), publicado em 1861; Morta?!, de Afonso Celso (1860–1938), cuja data de publicação original não pôde ser determinada com precisão, embora seja plausível situar sua circulação inicial nos anos finais do século XIX; A máscara de gesso, de Visconti Coaracy (1837–1892), publicado em 1873; e Festim do cemitério, de Cícero Pontes (1839–1899), publicado em 1864. A análise fundamenta-se nas contribuições teóricas de Introdução à literatura fantástica, de Tzvetan Todorov, A ameaça do fantástico: aproximações teóricas, de David Roas, e A construção do fantástico na narrativa, de Filipe Furtado. Dessa forma, busca-se investigar a presença e as estratégias de construção do fantástico em narrativas brasileiras do século XIX, bem como refletir sobre os fatores que contribuíram para sua reduzida visibilidade na tradição historiográfica da literatura nacional.