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Item type:Item, Peptídeos hidrolisados de pele de tilápia (Oreochromis niloticus) como agente cicatrizante para aplicação veterinária(Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2026-03-13) Ventura, Ana Carolina Terso; Ferrari, Priscileila Colerato; https://orcid.org/0000-0002-4285-6646; http://lattes.cnpq.br/1327549312525180; Beltrame, Flávio Luís; https://orcid.org/0000-0001-7067-5802; http://lattes.cnpq.br/3709398863507589; Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); Universidade Estadual de Maringá (UEM); Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); Boscardin, Patrícia Mathias Döll; https://orcid.org/0000-0001-6092-043X; http://lattes.cnpq.br/8194592641569687; Oliveira, Evelin Lemos de; https://orcid.org/0000-0002-8208-0950; http://lattes.cnpq.br/4755958530097834A pele é o maior órgão do corpo de mamíferos e danos a ela podem causar feridas complexas e levar a prejuízos, contaminação bacteriana e perda da função. É necessário que exista opções de tratamento para feridas de pele que cicatrizem no menor tempo e que seja de baixo custo ao paciente. A pele da tilápia é amplamente estudada por conta de suas atividades cicatrizantes, e peptídeos hidrolisados extraídos da pele de tilápia (PHT) também demonstraram este efeito. Este trabalho se propôs em um primeiro momento a complexar peptídeos hidrolisados de tilápia com zinco para avaliar a sua atividade antimicrobiana. Este complexo foi caracterizado por técnicas de FTIR e DRX e avaliado contra bactérias Escherichia coli, Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis e Pseudomonas aeruginosa empregando-se as técnicas de Concentração Inibitória Mínima (CIM) e Concentração Bacteriostática Mínima (CBM). Este complexo peptídeo-zinco apresentou melhora na atividade antimicrobiana apenas contra S. aureus ao se comparar com resultados obtidos apenas para o peptídeo isolado, tendo sido obtida uma CIM de 1,87 mg/mL. No teste de CBM, o complexo PHT-Zn se mostrou apenas bacteriostático. Devido ao rendimento do complexo abaixo do esperado, de 37,67%, esta frente de pesquisa foi abandonada e em um segundo momento, buscou-se desenvolver e estudar hidrogéis para veicular os PHT, avaliar a sua estabilidade e a atividade cicatricial em feridas de cães e gatos. Para isto, foram propostas três formulações de hidrogéis contendo PHT, as quais foram denominadas F1, F2 e F3. Todas elas foram submetidas a um estudo de estabilidade acelerada em condições de temperatura e umidade controladas a 40 ºC e 75% de umidade relativa durante 90 dias para as formulações F1 e F2 e 180 dias para a formulação F3. Neste estudo de estabilidade, foram avaliadas as características organolépticas, pH, viscosidade, espalhabilidade e densidade. No estudo de estabilidade, as formulações F1 e F2 apresentaram alterações de viscosidade e espalhabilidade, além de alterações de coloração; já F3 não apresentou alterações organolépticas e nos demais parâmetros avaliados, tanto para as amostras armazenadas em estufa quanto para amostras armazenadas em temperatura ambiente durante 180 dias. A avaliação clínica de feridas de primeira intenção tratadas com o hidrogel HEC-PHT (F3) apresentou redução de presença de infecções. Houve redução da área de feridas por segunda intenção tratadas com HEC-PHT a partir da primeira semana de tratamento. Esses dados mostram que o hidrogel HEC-PHT pode se tornar uma opção para o tratamento de feridas complexas em clínicas veterinárias e fortalece o banco de dados sobre as propriedades biológicas de peptídeos extraídos de pele de tilápia. A autora declara que ferramentas de Inteligência Artificial foram utilizadas neste trabalho para auxiliar na busca por referências na literatura. Ferramenta utilizada: Consensus Ai for Research. O conteúdo final foi criticamente revisado pela autora que assume total responsabilidade pela veracidade do texto de acordo com a Portaria CNPq nº 2.664/2026.Item type:Item, Detecção de rastros de tornados por meio de imagens de sensoriamento remoto orbital nos municípios de Água Doce a Tangará (SC) e Nova Candelária a Campos Novos (RS)(Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2026-02-11) Kubaski, Kauan Mateus; Hornes, Karin Linete; https://orcid.org/0000-0002-3040-5688; http://lattes.cnpq.br/8842616601205832; Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE); Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); Hayakawa, Ericson Hideki; https://orcid.org/0000-0003-1342-1659; http://lattes.cnpq.br/4329506543421390; Silva, Júlio Manoel França da; https://orcid.org/0000-0003-4778-2591; http://lattes.cnpq.br/5242007553597888Os tornados são responsáveis por uma série de danos que resultam em prejuízos econômicos e perdas humanas, podendo resultar desta forma, em um desastre. Embora o fenômeno fosse historicamente documentado no Brasil, o mesmo é relativamente desconhecido por uma parcela significativa da população. O sudeste da América do Sul abriga um corredor de tornados que inclui o sul e sudeste brasileiro, com a região Sul respondendo a uma fração significativa das ocorrências reportadas. Diante da perspectiva que o uso de sensoriamento remoto, SIG e as geotecnologias podem ser mais exploradas e a relevância do tema, essa pesquisa investigou dois estudos de caso de tornados retrógrados, detectando seu percurso e a largura máxima encontrada. Para a execução desse propósito, foram utilizadas imagens de satélite MSI/Sentinel-2 de 2017 a 2023, sendo adquiridas cenas pré-evento e pós-evento. O ano inicial foi definido tendo como base o lançamento global do satélite. Para a seleção preliminar das ocorrências, foi utilizado a base de dados de Almeida (2023) e Piotrovski (2025), selecionando eventos de maiores categorias dentro do contexto brasileiro e do período disponível. Com as imagens de satélites adquiridas, foram utilizados procedimentos que pudessem realçar através de processamento digital de imagens, o rastro de tornados. Para isso, foram usados o NDVI pós-evento, a mudança de NDVI e o PCA, métodos aplicados em estudos anteriores e que foram eficazes em identificar a trajetória dos tornados. O NDVI é um indicador da saúde e o estado da vegetação, sendo derivado do balanço espectral entre o infravermelho próximo e o vermelho, enquanto que, a mudança de NDVI reflete as mudanças na superfície para períodos distintos (antes e após o distúrbio causado pelo tornado). O PCA, entretanto, trata-se de um procedimento estatístico. O método exibe a máxima variância em componentes principais, sendo a quantidade total de componentes principais determinada pelo número de bandas espectrais empilhadas no arquivo raster de entrada. Cada componente explica diferentes mudanças na superfície, dentre elas o rastro de tornado e são computadas em ordem decrescente da variância total explicada. Os resultados demonstraram que principalmente a mudança de NDVI e PCA foram eficazes em detectar rastros de tornados estimados entre EF2 e EF3, embora a variabilidade espacial do uso do solo e variações na intensidade do fenômeno podem resultar em descontinuidades espaciais no percurso detectado. Algumas evidências corroboram alegações de trabalhos anteriores, dentre eles, de que o PCA identifica melhor o rastro em ambientes urbanos e a mudança de NDVI em áreas de perda de vegetação, mas que o substrato não foi exposto. No entanto, em linhas gerais, tanto a mudança de NDVI quanto o PCA apresentam comportamento similar na identificação de rastro de tornados para os eventos analisados, destacando a importância do recurso multitemporal de análise. Os métodos aplicados são úteis para tornados extensos, auxiliando o mapeamento de danos e subsidiam análises futuras para correlacionar com as características da superfície terrestre.Item type:Item, Acolhimento do estudante surdo: proposição de um Guia Orientador para a prática inclusiva(Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2026-05-25) Damski, Edicléia Fátima Miranda; Foltran, Elenice Parise; https://orcid.org/0000-0002-1066-9395; http://lattes.cnpq.br/5390125976147896; Universidade Estadual de Paraná (UNESPAR); Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR/ Dois Vizinhos); Silva, Ricardo Desidério da; https://orcid.org/0000-0003-2779-2696; http://lattes.cnpq.br/0871407652290726; Dessbesel, Renata da Silva; https://orcid.org/0000-0002-2781-2397; http://lattes.cnpq.br/2172517835872493Esta pesquisa investiga o acolhimento de estudantes surdos na rede regular de ensino, propondo como solução educacional um Guia Orientador. O objetivo geral foi desenvolver e validar um recurso educacional que auxilie gestores, professores e funcionários em práticas de acolhimento dos alunos surdos no processo de inclusão inicial no ensino regular. A fundamentação teórica articula os marcos legais vigentes, como a Lei nº 14.191/2021 e as recentes atualizações sobre a surdez unilateral (Lei nº 14.768/2023), dialogando com autores que discutem a pluralidade das identidades surdas e a pedagogia visual. Metodologicamente, o estudo caracteriza-se como uma Pesquisa Baseada em Design (PBD), estruturada em ciclos de diagnóstico, prototipação e validação. O percurso metodológico compreendeu três etapas: (1) levantamento bibliográfico e documental sobre acolhimento e cultura surda; (2) elaboração do guia orientador intitulado “Acolhimento de alunos com surdez: proposta de um guia orientador para a comunidade escolar”; e (3) validação do recurso educacional. Os resultados, obtidos por meio de questionários e validados por 16 profissionais da educação de Chopinzinho/PR, demonstram que o guia pode promover maior segurança comunicativa e pedagógica. Conclui-se que o Guia se configura como um instrumento de mediação para a efetivação da Educação Bilíngue no cotidiano escolar e para a sistematização de processos de acolhimento dos alunos surdos nas redes municipais de ensino.Item type:Item, Direito à cidade em Ponta Grossa-PR: análise comparativa da produção socioespacial dos setores censitários Centro-Neves(Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2026-05-26) Gadowski, Mariane Aparecida; Madalozzo, Nisiane; https://orcid.org/0000-0001-9607-9275; http://lattes.cnpq.br/3394891428015601; Souza, Edson Belo Clemente de; https://orcid.org/0000-0003-3307-0518; http://lattes.cnpq.br/2535005490225402; Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR); Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); Scheffer, Sandra Maria; https://orcid.org/0000-0002-5408-193X; http://lattes.cnpq.br/5221445804988066; Pagani, Regina Negri; https://orcid.org/0000-0002-2655-6424; http://lattes.cnpq.br/7472869600330564Neste trabalho, busca-se discutir a distribuição espacial de equipamentos públicos e infraestrutura urbana no município de Ponta Grossa como forma de garantir o Direito à Cidade à população, na perspectiva da segregação socioespacial. Para isso, foi realizado um levantamento bibliográfico dos temas “Desigualdade Socioespacial”, “Segregação Socioespacial”, “Direito à Cidade”, “Periferização”, “Descontinuidades”, que formaram a base teórica para discutir os conceitos relacionados aos dados levantados para o urbano. O recorte adotado foi a escolha de dois setores censitários: um no bairro Centro, e outro no bairro Neves. Os métodos usados para analisar a presença de infraestrutura urbana e equipamentos públicos foram a análise espacial pela produção de cartogramas com o software Quantum GIS, para analisar quantitativamente o espaço, e o Public Space’s Service System (P.S.S.S.), para verificar qualitativamente o espaço público de ambos os setores, por meio de quadros e percursos. Como resultado, foi possível observar a diferença da presença de equipamentos públicos, qualidade de infraestrutura urbana, presença e qualidade de acessos, entre outras informações que mostram como o espaço se articula com o todo. Como conclusão, foi possível observar que existe segregação socioespacial entre centro e periferia no município, nos aspectos de distribuição de equipamentos públicos e infraestrutura urbana, quanto no aspecto da paisagem em cada um dos espaços urbanos analisados.Item type:Item, Taxonomia e conservação dos gêneros Echinodorus Rich. Ex Engelm. Е Sagittaria L. (Alismataceae) no Estado do Paraná, Brasil(Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2026-02-27) Santos, Stephany Pinheiro dos; Muller, Rosângela Capuano Tardivo; http://lattes.cnpq.br/7759441232434795; Grupo Energia; Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); Silva, Adriane Ribeiro da; https://orcid.org/0000-0002-4442-0766; http://lattes.cnpq.br/4487653359275075; Souza, Melissa Koch Fernandes de; http://lattes.cnpq.br/0206514413573980Alismataceae Vent., (Alismatales) faz parte do clado das angiospermas basais, sendo uma das mais antigas linhagens de monocotiledôneas. Atualmente a família apresenta 17 gêneros e 113 espécies de plantas aquáticas, ao redor do mundo, representadas principalmente por ervas sub cosmopolitas. Echinodorus Rich. Ex Engelm., é restrito ao continente americano, se estendendo desde o Norte dos EUA até o Sul da Argentina, enquanto que Sagittaria L., está distribuída em diferentes partes do mundo. No Brasil são encontrados em todos os domínios fitogeográficos, Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. No Estado do Paraná são os gêneros mais representativos da família, abrangendo grande parte do território. Echinodorus apresenta grande plasticidade fenotípica e falta de coletas adequadas nos herbários, o que torna sua identificação complexa e gera sinonímia. A confusão taxonômica ocorre devido a heterofilia e pontuações translúcidas que podem ou não estar presentes na lâmina foliar do grupo. Sagittaria abriga plantas de alto valor adaptativo, capazes de se dispersarem com facilidade em ambientes alagados como canais poluídos, além disso apresenta relações biológicas interessantes com diferentes seres vivos, principalmente devido a galhas entomológicas presentes em seu sistema radicular. Dessa forma, este trabalho traz o estudo taxonômico dos táxons, baseado em coleções de herbários e material in vivo. Foram realizadas coletas no período de abril/2024 à setembro/2025, com a retirada manual das plantas dos ambientes aquáticos, a identificação, a herborização e elaboração das exsicatas, depositadas no Herbário HUPG. Durante as coletas, órgãos vegetativos e reprodutivos foram fixados em álcool 70% para posterior análise em laboratório. São consideradas para o Paraná: E. cordifolius (L.) Griseb., E. grandiflorus (Cham.& Schltr.) Micheli, E. grisebachii Small., E. longiscapus Arechav., E. macrophyllus (Kunth) Micheli, E. paniculatus Micheli e E. uruguaiensis Micheli, sendo esta, considerada Em Perigo, Sagittaria montevidensis Cham. & Schltdl. e S. rhombifolia Cham. Descrições morfológicas, comentários, chaves de identificação, distribuição geográfica e o status de conservação de cada táxon estudado são apresentados.