Paulo Freire: leitura do mundo e leitura da palavra (1963 - 1982)
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Universidade Estadual de Ponta Grossa
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Esta dissertação analisa como a concepção de leitura do mundo e leitura da palavra se contrapõe à leitura mecânica ou à leitura sem refletir criticamente a realidade e se estabelece como prática de emancipação dos sujeitos e de transformação social, circunscrita ao período de 1963 a 1982. Em termos específicos, intenciona-se expor uma parte dos debates em torno da história da leitura, privilegiando um diálogo tanto com a história da leitura quanto com a sociologia da leitura; restituir aspectos da trajetória de Paulo Freire, privilegiando as intervenções (escritos e ações) relativas às suas práticas de leitura; explicitar a concepção de leitura de Paulo Freire, simbolizada nos termos de leitura do mundo e leitura da palavra. O percurso de análise apoia-se em Reinhart Koselleck, notadamente em sua discussão em torno de espaço de experiência e horizonte de expectativa e no conceito de trajetória de Pierre Bourdieu, assim como nos escritos autobiográficos e teóricos de Paulo Freire e escritos biográficos de membros do grupo de sociabilidade de Freire para sustentar que este educador articulou ações e ideias em defesa da leitura do mundo e leitura da palavra em contraposição e como superação à leitura mecânica da palavra. De um lado, sua crítica se dirigia ao espaço de experiência simbolizado na pedagogia do oprimido – educação bancária – educação opressora - educação instrumental e autoritária - dominação - alienação - leitura mecânica - decodificação das palavras – leitura sem refletir criticamente a realidade - memorização mecânica - formação de sujeitos passivos - seres da adaptação - seres do ajustamento. De outro lado, sua proposta defendia como horizonte de expectativa uma ética universal do ser humano - autonomia - prática libertadora - cultura dos alfabetizandos - dialogicidade entre educador e educando - ação transformadora - emancipação dos sujeitos - educador mediador - respeito - coerência - consciência de si sobre o mundo - conscientização e transformação social - educação libertadora, plena e autônoma - curiosidade epistemológica - disciplina intelectual - palavramundo - sujeito ativo e transformador. Logo, compreendeu-se que, para Paulo Freire, a prática de leitura ultrapassa as habilidades técnicas de decodificação, sendo vista como uma estratégia fundamental de emancipação dos sujeitos e de transformação social.
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LIMA, Anna Carolina Silva de Almeida. Paulo Freire: leitura do mundo e leitura da palavra (1963 - 1982). 2026. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa, 2026.
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