Essays on Enviromental and Development Economics
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Universidade Estadual de Ponta Grossa
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Esta dissertação é composta de dois ensaios sobre economia do meio ambiente e do desenvolvimento. O primeiro buscou entender como o desenvolvimento econômico afetou o desmatamento na Amazônia Brasileira no período de 2000 a 2015, utilizando-se da Curva Ambiental de Kuznets (CAK). Buscou-se analisar a presença de dependência espacial e temporal com as metodologias AEDE e Painel Dinâmico Espacial. Para a CAK, apesar da obtenção de uma curva em “U” invertido, a maioria dos municípios da Amazônia se encontram consideravelmente abaixo do ponto de virada. Dessa forma, o desenvolvimento econômico possivelmente será um indutor de desmatamento nas próximas décadas na região. Confirmou-se a importância dos componentes espaciais e temporais, os quais induzem spillovers e aglomerações espaciais conjuntamente a uma inércia temporal. Além disso, o aumento do rebanho bovino, crédito rural, produtividade da cana-de-açúcar, extração de madeira e efeito escala do setor agrícola foram estatisticamente significativo, atuando como degradadores do meio ambiente. Por outro lado, ganhos de produtividade da soja e milho atuam como conservadores da floresta, inibindo o desmatamento. Destaca-se também a importância de se considerar a dinâmica de uso da terra e as ligações existentes entre as atividades agrícolas em políticas visando a redução do desmatamento, pois o cultivo de grãos podem afetar indiretamente a degradação ambiental na Amazônia ao deslocar a produção bovina para regiões de fronteira agrícola, aumentando o desmatamento. O segundo ensaio investiga a relação entre desenvolvimento socioeconômico e desmatamento no bioma Cerrado, com foco especial para a atual fronteira agrícola brasileira, conhecida como Matopiba, utilizando a abordagem da Curva Ambiental de Kuznets (CAK). Além disso, buscou-se contribuir metodologicamente para a estimação da CKA, incorporando diversos avanços ainda não adotados conjuntamente pela literatura especializada. i) A criação de um Índice de Desenvolvimento Socioeconômico visando substituir a renda per capita como proxy para desenvolvimento econômico; ii) a consideração do problema de viés de variável omitida, especialmente relacionadas a spillovers espaciais; iii) a adoção de regimes espaciais para controlar heterogeneidade. No modelo espacial CAK, obteve-se um curva com formato de “U” invertido entre desenvolvimento socioeconômico e desmatamento para ambos os regimes. Após a consideração de efeitos espaciais indiretos, identificou-se nos regimes que mais de 50% do Matopiba e 30% do Cerrado dos municípios estão abaixo do ponto de máximo, fato que levanta preocupações ambientais, pois o crescimento econômico pode amplificar a degradação ambiental. A extensão das rodovias e do rebanho bovino são importantes indutores do desmatamento em ambos os regimes enquanto a área plantada possui efeitos indiretos consideráveis ao deslocar a pecuária para regiões de fronteira agrícola, além de afetar diretamente o Matopiba. Também se identificou spillovers espaciais positivos do processo de conversão florestal. Densidade demográfica, PIB agropecuário, área plantada, adequabilidade do solo, presença de reserva federal, produtividade da soja; e spillovers do rebanho bovino, área plantada e produtividade da cana-de-açúcar apresentaram significância estatística de acordo com o regime adotado. A presença de heterogeneidade, interações espaciais e efeitos de deslocamento são, portanto, importantes para entender o desmatamento do bioma e podem ajudar no desenho de políticas inibidoras.
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Citation
BARROS, P. H. B. de. Essays on Environmental and Development Economics. 2019. 143 f. Dissertação (Mestrado em Economia) – Universidade Estadual de Ponta Grossa. Ponta Grossa, 2019.
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