Para além de Duna: ecos ambientalistas na construção socioambiental de Frank Herbert (1965-1986)

dc.contributor.advisor1Karvat, Erivan Cassiano
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5402450216386778
dc.contributor.authorRosa, Caroline Dias
dc.contributor.instituicao-banca1Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
dc.contributor.instituicao-banca2Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
dc.contributor.referee1Carvalho, Alessandra Izabel de
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6195773278547025
dc.contributor.referee2Pavloski, Evanir
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/8875201385333765
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/0169935555447654
dc.date.accessioned2026-06-10
dc.date.accessioned2026-06-10T16:51:35Z
dc.date.accessioned2026-06-30T12:29:01Z
dc.date.issued2026-03-16
dc.description.abstractEsta dissertação investigou a construção socioambiental e a trajetória intelectual do autor Frank Herbert e sua obra Duna (1965), inserindo-as no contexto histórico estadunidense de ascensão do movimento ambientalista e da ciência ecológica entre os anos de 1965 e 1986. A problemática central reside na análise da "performance autoral" de Herbert como um "profeta-ecólogo" e na forma como essa postura legitimou a ficção científica como um espaço de crítica social profunda frente às aporias da modernidade industrial. O objetivo geral consiste em examinar a interação entre a função-autor, a estética sistêmica da narrativa e as recepções históricas da obra, visando romper com sua "domesticação" interpretativa como mera jornada heroica e alerta ambientalista. Metodologicamente, o trabalho ancora-se na História Intelectual e na História Ambiental, amparada por conceitos como o habitus e o campo de Pierre Bourdieu, a postura literária de Jérôme Meizoz, o Capitaloceno de Christophe Bonneuil e Jean-Baptiste Fressoz e as perspectivas de sobrevivência em meio a ruínas de Anna Tsing. Esse entrelaçamento teórico revelou que Herbert operou uma sofisticada estratégia de legitimação simbólica que expôs a violência de políticas extrativistas, os perigos do messianismo e da tecnocracia. Conclui-se que a releitura de Duna sob as lentes do Antropoceno e do Capitaloceno permite politizar o saber ecológico, apresentando o planeta Arrakis como um laboratório crítico que desestabiliza as narrativas de progresso linear e a dicotomia sujeito-objeto. Assim, a obra reafirma a interdependência radical entre seres humanos e sistemas não-humanos, propondo uma ética da coexistência baseada na simbiose e na precariedade diante do colapso ecossistêmico contemporâneo.
dc.description.resumoThis dissertation investigated the socio-environmental construction and intellectual trajectory of author Frank Herbert and his work Dune (1965), situating them within the historical context of the rise of the American environmental movement and ecological science between 1965 and 1986. The central problem lies in the analysis of Herbert’s "authorial performance" as a "prophet-ecologist" and how this stance legitimized science fiction as a space for profound social critique in the face of the aporias of industrial modernity. The general objective is to examine the interaction between the author-function, the systemic aesthetics of the narrative, and the historical receptions of the work, aiming to break away from its interpretive "domestication" as a mere heroic journey and environmental alert. Methodologically, the work is anchored in Intellectual History and Environmental History, supported by concepts such as Pierre Bourdieu’s habitus and field, Jérôme Meizoz’s literary posture, Christophe Bonneuil and Jean-Baptiste Fressoz’s Capitalocene, and Anna Tsing’s perspectives on survival amidst ruins. This theoretical intertwining revealed that Herbert operated a sophisticated strategy of symbolic legitimation that exposed the violence of extractive policies, as well as the dangers of messianism and technocracy. It is concluded that reinterpreting Dune through the lenses of the Anthropocene and the Capitalocene allows for the politicization of ecological knowledge, presenting the planet Arrakis as a critical laboratory that destabilizes narratives of linear progress and the subjectobject dichotomy. Thus, the work reaffirms the radical interdependence between human beings and non-human systems, proposing an ethics of coexistence based on symbiosis and precariousness in the face of contemporary ecosystemic collapse.
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
dc.identifier.citationROSA, Caroline Dias. Para além de Duna: ecos ambientalistas na construção socioambiental de Frank Herbert (1965-1986). 2026. Dissertação (Mestrado em História) - Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa, 2026.
dc.identifier.urihttps://ri.uepg.br/handle/123456789/2652
dc.language.isopt
dc.publisherUniversidade Estadual de Ponta Grossa
dc.rightshttp://purl.org/coar/access_right/c_abf2
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.subjectpostura literária
dc.subjecthistória intelectual
dc.subjecthistória ambiental
dc.subjectliterary posture
dc.subjectintellectual history
dc.subjectenvironmental history
dc.titlePara além de Duna: ecos ambientalistas na construção socioambiental de Frank Herbert (1965-1986)
dc.typemaster thesis

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