Feminismo, história e memória: movimentos de refração em Carta à Rainha Louca

dc.contributor.advisor1Morais, Eunice de
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0351544602905413
dc.contributor.authorSalto, Angela dos Santos
dc.contributor.instituicao-banca1Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
dc.contributor.instituicao-banca2Universidade Federal do Espiríto Santo (UFES)
dc.contributor.referee1Oliveira, Silvana
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0469779306533497
dc.contributor.referee2Polese, Edna da Silva
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/6954814492049911
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/6960064058120627
dc.date.accessioned2026-06-03T00:00:00Z
dc.date.accessioned2026-06-03T18:41:40Z
dc.date.accessioned2026-06-30T11:58:57Z
dc.date.issued2026-02-24
dc.description.abstractA presente dissertação investiga o processo de rememoração em Carta à Rainha Louca (2019), de Maria Valéria Rezende, analisando de que modo a narrativa literária opera uma reconstrução crítica do passado colonial a partir de uma perspectiva situada no presente. Tal operação se efetiva por meio de um procedimento refratário que tensiona a linearidade da historiografia tradicional e possibilita a releitura da história “a contrapelo”, nos termos de Walter Benjamin. O estudo problematiza os dispositivos históricos de silenciamento e apagamento das experiências femininas no contexto colonial, compreendendo a historiografia como um campo atravessado por relações de poder e por práticas de violência simbólica que incidem de modo particular sobre corpos e vozes subalternizadas. Nesse sentido, a memória emerge como instância crítica capaz de reativar narrativas marginalizadas, revelar as violências de gênero e desestabilizar os regimes hegemônicos de produção do saber histórico. Amparada nos aportes teóricos de Aleida Assmann, Walter Benjamin, bell hooks, María Lugones e Nelly Richard, a pesquisa articula os conceitos de memória cultural, história, feminismo decolonial e escrita feminizada como categorias analíticas para compreender o funcionamento estético-político do processo refratário no romance. Ao conferir centralidade à trajetória de Isabel das Santas Virgens, figura feminina sobrante que mobiliza a escrita epistolar como gesto de resistência frente às violências estruturais da ordem colonial, a narrativa configura-se como um espaço de rememoração crítica, no qual a literatura atua como forma de testemunho e de reinscrição das subjetividades femininas historicamente excluídas.
dc.description.resumoLa presente disertación investiga el proceso de rememoración en Carta à Rainha Louca (2019), de Maria Valéria Rezende, analizando de qué modo la narrativa literaria opera una reconstrucción crítica del pasado colonial a partir de una perspectiva situada en el presente. Dicha operación se lleva a cabo mediante un procedimiento refractario que tensiona la linealidad de la historiografía tradicional y posibilita la relectura de la historia “a contrapelo”, en los términos propuestos por Walter Benjamin. El estudio problematiza los dispositivos históricos de silenciamiento y borramiento de las experiencias femeninas en el contexto colonial, comprendiendo la historiografía como un campo atravesado por relaciones de poder y por prácticas de violencia simbólica que inciden de manera particular sobre cuerpos y voces subalternadas. En este sentido, la memoria emerge como una instancia crítica capaz de reactivar narrativas marginalizadas, revelar las violencias de género y desestabilizar los regímenes hegemónicos de producción del saber histórico. Sustentada en los aportes teóricos de Aleida Assmann, Walter Benjamin, bell hooks, María Lugones y Nelly Richard, la investigación articula los conceptos de memoria cultural, historia, feminismo decolonial y escritura feminizada como categorías analíticas para comprender el funcionamiento estético-político del proceso refractario en la novela. Al otorgar centralidad a la trayectoria de Isabel das Santas Virgens, figura femenina sobrante que moviliza la escritura epistolar como un gesto de resistencia frente a las violencias estructurales del orden colonial, la narrativa se configura como un espacio de rememoración crítica, en el cual la literatura actúa como forma de testimonio y de reinscripción de las subjetividades femeninas históricamente excluidas.
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
dc.identifier.citationSALTO, Angela dos Santos. Feminismo, história e memória: movimentos de refração em Carta à Rainha Louca. 2026. Dissertação (Mestrado em Estudos da Linguagem) - Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa, 2026.
dc.identifier.urihttps://ri.uepg.br/handle/123456789/2487
dc.language.isopt
dc.publisherUniversidade Estadual de Ponta Grossa
dc.rightshttp://purl.org/coar/access_right/c_abf2
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.subjectCarta à Rainha Louca
dc.subjectfeminismo
dc.subjectMaria Valéria Rezende
dc.subjectmemória
dc.subjectrefração
dc.subjectmemoria
dc.subjectrefracción
dc.titleFeminismo, história e memória: movimentos de refração em Carta à Rainha Louca
dc.typemaster thesis

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