Revisão sistemática e meta-análise sobre fontes e níveis de óxido de zinco para leitões em creche
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Universidade Estadual de Ponta Grossa
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A suplementação de óxido de zinco em dietas para leitões de creche é uma estratégia nutricional amplamente utilizada para mitigar os desafios produtivos do pós-desmame, visando otimizar tanto o desempenho zootécnico quanto a integridade da saúde intestinal dos animais. O presente estudo objetivou integrar, por meio de uma abordagem sistemática e meta-analítica, artigos científicos indexados publicados sobre a suplementação de óxido de zinco (ZnO) em dietas para leitões de creche. Os critérios de seleção dos artigos incluíram: 1) a avaliação de diferentes fontes (ZnO convencional e seus análogos) e níveis de suplementação de óxido de zinco ( 0- 150 mg/kg (baixo), 151-999 mg/kg (médio), 1000- 1999 mg/kg (alto) e acima de 2000 mg/kg (muito alto), 2) dietas formuladas especificamente para a fase de creche, e 3) resultados de desempenho, morfometria intestinal e bioquímicos. Um banco de dados foi construído a partir de 108 estudos revisados por pares, publicados entre 1994 e 2024, abrangendo 931 tratamentos e um total de 20.521 leitões. Os dados foram analisados utilizando análises de correlação, variância e covariância. A análise de Higgins indicou alta heterogeneidade (96%) entre os estudos. Considerando a heterogeneidade verificada, o modelo misto considerou os efeitos fixos: fontes de ZnO, níveis de suplementação, fase da creche e, aleatórios: efeito do artigo, idade ou peso inicial. O ganho médio diário, o consumo de ração e a conversão alimentar diminuíram durante as primeiras semanas após o desmame em relação ao restante do período de creche (P < 0,001). A suplementação com ZnO em níveis supra nutricionais (>2000 mg/kg) aumentou o ganho de peso diário médio em 10,38% e reduziu a conversão alimentar em 5,80% (P < 0,05) em comparação com níveis baixos de ZnO (até 150 mg/kg). Além disso, a suplementação de ZnO acima de 2000 mg/kg aumentou altura das vilosidades no duodeno e jejuno, enquanto altos níveis de ZnO (1000–1999 mg/kg) aumentam a relação AV:PC no jejuno em comparação com níveis baixos de ZnO (até 150 mg/kg). Dosagens > a 2.000 mg/kg de ZnO em dietas melhoram o ganho de peso de leitões em pós-desmame e doses intermediárias (151 a 2.000 mg/kg) possuem desempenho semelhante em leitões na creche. Dosagens >1.000 mg/kg de ZnO causam hipertrofia sobre as vilosidades de duodeno e jejuno melhorando a saúde intestinal.
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JASLUK, Guilherme Beber. Revisão sistemática e meta-análise sobre fontes e níveis de óxido de zinco para leitões em creche. 2026. Dissertação (Mestrado em Zootecnia) - Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa, 2026.
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