Fantásticos à sombra: ecos do insólito em contos oitocentistas esquecidos

dc.contributor.advisor1Harmuch, Rosana Apolonia
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0002-5278-3815
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2949382347180985
dc.contributor.authorBaumgart, Maria Luísa Bruno
dc.contributor.instituicao-banca1Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
dc.contributor.instituicao-banca2Universidade Federal do Paraná (UFPR)
dc.contributor.referee1Morais, Eunice de
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0000-0003-2840-224X
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0351544602905413
dc.contributor.referee2Nery, Antonio Augusto
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000-0001-7561-7804
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/8807413340607401
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/3629114188682627
dc.date.accessioned2026-10-08
dc.date.accessioned2026-10-08T22:15:49Z
dc.date.issued2026-09-04
dc.description.abstractA literatura fantástica no Brasil oitocentista ocupa um espaço relativamente reduzido na historiografia literária nacional, especialmente quando observada a partir de obras de caráter histórico-crítico. Nesse sentido, esta pesquisa parte da leitura de três manuais fundamentais de história da literatura brasileira, Formação da Literatura Brasileira (1959, vol. I e II), de Antonio Candido (1918–2017); História da Literatura Brasileira (1906), de José Veríssimo (1857–1916); e História da Literatura Brasileira (2001), de Massaud Moisés (1928–2018), a fim de observar de que modo essas obras, amplamente utilizadas como referências para a compreensão do desenvolvimento da literatura nacional, abordam ou silenciam a presença do fantástico na produção literária do século XIX. A análise desses manuais evidencia que o fantástico raramente é tratado como uma vertente significativa da literatura oitocentista brasileira. Paralelamente, considera-se também a fortuna crítica recente dedicada ao fantástico no Brasil do século XIX, que, sobretudo a partir da década de 2010, passou a revisitar narrativas pouco exploradas pela historiografia tradicional, propondo novas leituras sobre a presença do sobrenatural e do insólito na literatura do período. Diante desse cenário, esta pesquisa parte da hipótese de que houve produção fantástica no Brasil oitocentista que não recebeu a mesma atenção crítica dedicada a outras manifestações literárias do período. Inicialmente, analisam-se os referidos manuais de história da literatura com o objetivo de compreender como a historiografia literária tratou, ou deixou de tratar, essa vertente narrativa. Em seguida, procede-se à análise de contos classificados como fantásticos, escolha que se justifica tanto pela recorrência histórica da narrativa breve na tradição do fantástico quanto pelo fato de que grande parte das formulações teóricas clássicas do gênero, como as de Tzvetan Todorov, concentra-se sobretudo em contos, nos quais a hesitação, a ambiguidade e o estranhamento podem ser sustentados de maneira mais intensa. Além disso, no contexto brasileiro oitocentista, muitas dessas manifestações do insólito circularam principalmente em periódicos e publicações breves, encontrando no conto um espaço privilegiado de experimentação literária. O corpus selecionado foi localizado por meio do portal Biblioteca Digital de Literatura de Países Lusófonos e é composto pelos seguintes contos: Ruínas da Glória, de Fagundes Varela (1841–1885), publicado em 1861; Morta?!, de Afonso Celso (1860–1938), cuja data de publicação original não pôde ser determinada com precisão, embora seja plausível situar sua circulação inicial nos anos finais do século XIX; A máscara de gesso, de Visconti Coaracy (1837–1892), publicado em 1873; e Festim do cemitério, de Cícero Pontes (1839–1899), publicado em 1864. A análise fundamenta-se nas contribuições teóricas de Introdução à literatura fantástica, de Tzvetan Todorov, A ameaça do fantástico: aproximações teóricas, de David Roas, e A construção do fantástico na narrativa, de Filipe Furtado. Dessa forma, busca-se investigar a presença e as estratégias de construção do fantástico em narrativas brasileiras do século XIX, bem como refletir sobre os fatores que contribuíram para sua reduzida visibilidade na tradição historiográfica da literatura nacional.
dc.description.abstractLa literatura fantástica en el Brasil del siglo XIX ocupa un espacio relativamente reducido en la historiografía literaria nacional, especialmente cuando se observa a partir de obras de carácter histórico-crítico. En este sentido, esta investigación parte de la lectura de tres manuales fundamentales de historia de la literatura brasileña, Formação da Literatura Brasileira (1959, vol. I y II), de Antonio Candido (1918–2017); História da Literatura Brasileira (1906), de José Veríssimo (1857–1916); y História da Literatura Brasileira (2001), de Massaud Moisés (1928–2018), con el objetivo de observar de qué modo estas obras, ampliamente utilizadas como referencias para la comprensión del desarrollo de la literatura nacional, abordan o silencian la presencia de lo fantástico en la producción literaria del siglo XIX. El análisis de estos manuales evidencia que lo fantástico raramente es tratado como una vertiente significativa de la literatura brasileña decimonónica. Paralelamente, también se considera la fortuna crítica reciente dedicada a lo fantástico en el Brasil del siglo XIX, que, sobre todo a partir de la década de 2010, comenzó a revisitar narrativas poco exploradas por la historiografía tradicional, proponiendo nuevas lecturas sobre la presencia de lo sobrenatural y de lo insólito en la literatura del período. Frente a este escenario, esta investigación parte de la hipótesis de que existió una producción fantástica en el Brasil decimonónico que no recibió la misma atención crítica dedicada a otras manifestaciones literarias del período. Inicialmente, se analizan los mencionados manuales de historia de la literatura con el objetivo de comprender cómo la historiografía literaria trató, o dejó de tratar, esta vertiente narrativa. Posteriormente, se procede al análisis de cuentos clasificados como fantásticos, elección que se justifica tanto por la recurrencia histórica de la narrativa breve en la tradición de lo fantástico como por el hecho de que gran parte de las formulaciones teóricas clásicas del género, como las de Tzvetan Todorov, se concentran principalmente en cuentos, en los cuales la vacilación, la ambigüedad y el extrañamiento pueden sostenerse de manera más intensa. Además, en el contexto brasileño del siglo XIX, muchas de estas manifestaciones de lo insólito circularon principalmente en periódicos y publicaciones breves, encontrando en el cuento un espacio privilegiado de experimentación literaria. El corpus seleccionado fue localizado por medio del portal Biblioteca Digital de Literatura de Países Lusófonos y está compuesto por los siguientes cuentos: Ruínas da Glória, de Fagundes Varela (1841–1885), publicado en 1861; Morta?!, de Afonso Celso (1860–1938), cuya fecha de publicación original no pudo determinarse con precisión, aunque es plausible situar su circulación inicial en los últimos años del siglo XIX; A máscara de gesso, de Visconti Coaracy (1837–1892), publicado en 1873; y Festim do cemitério, de Cícero Pontes (1839–1899), publicado en 1864. El análisis se fundamenta en las contribuciones teóricas de Introdução à literatura fantástica, de Tzvetan Todorov, A ameaça do fantástico: aproximações teóricas, de David Roas, y A construção do fantástico na narrativa, de Filipe Furtado. De este modo, se busca investigar la presencia y las estrategias de construcción de lo fantástico en narrativas brasileñas del siglo XIX, así como reflexionar sobre los factores que contribuyeron a su reducida visibilidad en la tradición historiográfica de la literatura nacional.
dc.description.sponsorshipConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
dc.identifier.citationBAUMGART, Maria Luísa Bruno. Fantásticos à sombra: ecos do insólito em contos oitocentistas esquecidos. 2026. Dissertação (Mestrado em Estudos da Linguagem) - Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa, 2026.
dc.identifier.doihttps://orcid.org/0009-0009-0539-6386
dc.identifier.urihttps://ri.uepg.br/handle/123456789/5975
dc.language.isopt
dc.publisherUniversidade Estadual de Ponta Grossa
dc.rightshttp://purl.org/coar/access_right/c_abf2
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.subjectliteratura oitocentista
dc.subjectcontos fantásticos
dc.subjectinsólito
dc.subjectliteratura brasileña del siglo XIX
dc.subjectcuentos fantásticos
dc.subjectlo insólito
dc.titleFantásticos à sombra: ecos do insólito em contos oitocentistas esquecidos
dc.typemaster thesis

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