A escrita da história em Ponta Grossa: Elisabete Alves Pinto, Maria Aparecida Cezar Gonçalves e o modelo regional e demográfico
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Universidade Estadual de Ponta Grossa
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Este trabalho tem como objetivo apreender a produção historiográfica na e sobre a cidade de Ponta Grossa, a partir dos escritos, acervos e trajetórias das historiadoras e professoras universitárias Elisabete Alves Pinto e Maria Aparecida Cezar Gonçalves - as quais atuaram na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) -, estabelecendo comparativos com a produção de historiadores que produziram de lugares que não a Universidade. Nesse aspecto, os rumos das pesquisas e textos se alinharam e foram produzidos a partir da história da historiografia em conjunto com a história intelectual, tal como praticada por François Dosse e Helenice Rodrigues da Silva, dialogando e nos apropriando das contribuições de Michel de Certeau sobre a operação historiográfica. A partir de rastros, nos documentos do Acervo de Elisabete Alves Pinto e Maria Aparecida Cezar Gonçalves, sob guarda do Centro de Documentação e Pesquisa em História do Departamento de História da Universidade Estadual de Ponta Grossa (CDPH – DEHIS/UEPG), comparando-os com seus textos e trajetórias, intentamos apreender a formação de uma forma de pensar e sentir a operação historiográfica e o tornar-se historiadora, entendendo os fatores que influíram para tal, como o ingresso nos cursos de pós-graduação em História do Brasil, na opção História Demográfica, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a possibilidade de ingressar e avançar na carreira de professoras universitárias na UEPG, bem como o encontro com teorias, metodologias e técnicas de pesquisa e escrita historiográfica. Durante a pesquisa, verificamos o registro testemunhal e memorialístico do conhecimento histórico, no contexto local, bem como o processo de leitura distinto do esperado no contexto da produção realizada na Universidade. Conseguimos perceber, a partir das trajetórias analisadas, que a formação de um lugar de produção historiográfica esteve entrelaçada com as carreiras e as vontades intelectuais e sociais de Maria Aparecida Cézar Gonçalves e Elisabete Alves Pinto, as quais tiveram suas formas de sentir, pensar e fazer historiografia moldadas e transformadas por sociabilidades mediadas por vínculos institucionais e intelectuais, e expostas a questões geracionais de técnicas e outros fatores sociais.
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ZAINEDIN, Felipe. A escrita da história em Ponta Grossa: Elisabete Alves Pinto, Maria Aparecida Cezar Gonçalves e o modelo regional e demográfico. 2026. Dissertação (Mestrado em História) - Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa, 2026.
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