Manejo de corpos em suspeitos ou confirmados COVID-19: um apoio aos municípios em caso de óbitos
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UEPG/PROEX
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Este Manual é resultado de uma das ações realizadas pelo Projeto de Extensão denominado Programa UEPG de Apoio Institucional para Ações Extensionistas de Prevenção, Cuidados e Combate à Pandemia do Novo Coronavírus, desenvolvido pela Universidade Estadual de Ponta Grossa e Fundação Araucária do Estado do Paraná, junto às regionais de saúde. Esta ação relaciona-se especificamente à 3ª Regional de Saúde do Estado do Paraná, que abrange onze municípios: Arapoti, Carambeí, Castro, Ipiranga, Ivaí, Jaguariaíva, Palmeira, Piraí do Sul, Porto Amazonas, São João do Triunfo e Sengés. A Organização Mundial da Saúde (2020), em 11 de março de 2020, passou a caracterizar a COVID-19 como uma pandemia, devido ao rápido crescimento do número de casos confirmados e de mortes em decorrência da doença em diferentes países. A pandemia causada pelo novo coronavírus impõe desafios diários, especialmente aos profissionais da área da saúde, como no que se refere ao manejo de corpos nos casos de óbitos. Os óbitos por COVID-19 têm ocorrido não somente em hospitais, mas também nos domicílios. É frente a esse cenário que o Manual foi elaborado com o objetivo de orientar o manejo de corpos no contexto da COVID-19. Para tanto, foram sistematizadas informações e orientações de fácil compreensão para os profissionais da área da saúde. Neste cenário, as necessidades espirituais nem sempre podem ser atendidas. Velórios e enterros foram reconfigurados durante a pandemia: são proibidos ou realizados com restrições para diminuir as chances de contágio. De acordo com as orientações da Vigilância Sanitária, procedimentos como tanatopraxia não são recomendáveis, devido ao alto risco de transmissão póstuma da COVID-19; os falecidos 7 MANEJO DE CORPOS EM SUSPEITOS OU CONFIRMADOS COVID-19: UM APOIO AOS MUNICÍPIOS EM CASO DE ÓBITOem decorrência da COVID-19 devem ser cremados ou acomodados em caixão lacrado, o que impede a aproximação, contato e visualização do corpo pela família (BRASIL, 2020). As medidas de distanciamento social adotadas dificultam o apoio social e o conforto aos familiares e pessoas próximas que perderam seus entes queridos, causando repercussões no processo e vivência de luto. Diante disso, intervenções alinhadas pelos profissionais que estão na linha de frente, pautadas na ética, são de suma importância. As famílias devem ser informadas e orientadas de maneira cuidadosa e sensível sobre os procedimentos necessários; elas precisam ter a oportunidade para esclarecer dúvidas e tomar decisões relativas ao falecido (SSHAP, 2020 apud CREPALDI; NOALI; BOLZE; GABARRA, 2020). Nas várias situações de óbitos de pacientes por COVID-19, confirmados ou suspeitos, como é o caso dos óbitos ocorridos no domicílio ou em espaço público, elencaram-se neste Manual as medidas de precaução para evitar contaminação dos profissionais. Abordam-se, também, as temáticas: manipulação, processamento e análise de amostras biológicas e teciduais em tempos de pandemia da COVID-19, que exigem as precauções de rotina somadas às especificidades da situação. Buscase reforçar a importância da Emissão de Declaração de Óbito, com propósito de orientação sobre o preenchimento correto, no contexto da COVID-19. Por fim, o Manual traz uma abordagem psicológica sobre a vivência do luto em período de pandemia.
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Pereira, Bárbara Letícia Rosa et al. (orgs.). Manejo de corpos em suspeitos ou confirmados COVID-19: um apoio aos municípios em caso de óbitos. Ponta Grossa: UEPG/PROEX, 2021.
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