Erguer a voz: pensar como feminista, pensar como negra, de bell hooks
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O presente trabalho consiste numa resenha crítica da obra Erguer a voz: pensar como feminista, pensar como negra, escrita pela intelectual afro-americana bell hooks. O texto parte do impacto provocado pelo falecimento da autora, ocorrido em dezembro de 2021, para refletir sobre a permanência e a atualidade de seu legado.
Na perspetiva de hooks, o ato de “erguer a voz” não se resume ao mero falar, mas sim a um discurso corajoso que desafia abertamente as dinâmicas de dominação impostas pelo racismo, pelo sexismo e pelo classicismo. O texto examina como a autora cruza elementos autobiográficos com a crítica social, resgatando a herança de resistência de mulheres negras que a antecederam.
Adicionalmente, a resenha discute o conceito de pedagogia libertadora e a importância de construir comunidades de aprendizagem democráticas. Para bell hooks, a educação deve funcionar como uma prática de liberdade que acolhe a diversidade de perspetivas e incentiva o pensamento crítico. Ao estabelecer pontes teóricas com o pensamento da brasileira Lélia Gonzalez, o estudo evidencia a relevância do feminismo negro para a desconstrução de narrativas hegemônicas no ambiente acadêmico e social.
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PINTO, Luciana Cristina. Erguer a voz: pensar como feminista, pensar como negra, de bell hooks. Caderno Pagu. São Paulo, n. 65, 2022. http://dx.doi.org/10.1590/18094449202200650023. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/issue/view/1995. Acesso em: 15 de mai. 2026.
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