Historiadores em acervos: o fascínio e os desafios do trabalho no centro de documentação e pesquisa em história

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ANPUH

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O objetivo é refletir sobre o trabalho do historiador em Acervos, especificamente no Centro de documentação e pesquisa em História (CDPH), sob a guarda do Departamento de História, na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). De modo geral, os historiadores que trabalham em lugares de guarda e conservação de documentos históricos fazem: a higienização, organização e catalogação, e em paralelo, refletem além destes processos, ou seja, quando um historiador se dedica nessas atividades de extrema importância, fica evidente que as informações dos documentos são campo fértil para a pesquisa em história. O acervo do CDPH/UEPG foi criado com a aquisição de documentos de fundamental importância para a história da região: em 1995, com a aquisição do acervo documental do Centro Cultural Euclides da Cunha (CCEC), e inicialmente foi denominado Sala do Acervo Centro Cultural Euclides da Cunha; foi ampliado em 1997, com a doação, feita pelo do Fórum de Ponta Grossa, dos processos-crime da 1ª Vara criminal (1884-1976); e em 1998, com a chegada do acervo do intelectual Faris Michaele (1911-1977), entusiasta e fundador do CCEC. Muitos outros documentos foram compondo o acervo, como o Jornal da Manhã, recebido em 2008, com exemplares de 1954 a 2007. Em 2009, o referido acervo saiu das dependências do Campus Central da UEPG, e foi instalado no Campus de Uvaranas, por conta da transferência do curso de História, para um espaço mais apropriado. Nesse momento, o acervo passou a se chamar Centro de Documentação e Pesquisa em História da UEPG. Trabalhar com e manusear os documentos é fonte de inspiração diária, porque percebemos o potencial nos diversos suportes que carregam as marcas do tempo, resistindo com informações valiosas que atravessam gerações. Com relação aos desafios dos profissionais de Acervos, pensamos no quanto precisamos nos reinventar, tanto no diálogo constante com outras áreas do conhecimento, como a biblioteconomia e a arquivologia, quanto na luta por melhores condições e reconhecimento na profissão, na busca constante por preservar as informações e facilitar o acesso para os pesquisadores. Convém lembrar que o trabalho diário com pesquisadores, estagiários, professores e público em geral enriquece a experiência pessoal e profissional.

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