Crianças com “olhar transparente”: representações sociais dos(as) profissionais da escola e das famílias sobre o TDAH — contextos, sentidos e decisões.
| dc.contributor.advisor1 | Cartaxo , Simone Regina Manosso | |
| dc.contributor.advisor1Lattes | lattes.cnpq.br | pt_BR |
| dc.contributor.instituicao-banca1 | Universidade Estadual de Maringá | pt_BR |
| dc.contributor.instituicao-banca2 | Universidade Estadual de Ponta Grossa | pt_BR |
| dc.contributor.instituicao-banca3 | Universidade do Estado do Rio de Janeiro | pt_BR |
| dc.contributor.instituicao-banca4 | Universidade Estadual de Ponta Grossa | pt_BR |
| dc.contributor.referee1 | Magalhães Júnior, Carlos Alberto de Oliveira | |
| dc.contributor.referee1Lattes | lattes.cnpq.br | pt_BR |
| dc.contributor.referee2 | Ferracioli , Marcelo Ubiali | |
| dc.contributor.referee2Lattes | lattes.cnpq.br | pt_BR |
| dc.contributor.referee3 | Lima , Rossano Cabral | |
| dc.contributor.referee3Lattes | lattes.cnpq.br | pt_BR |
| dc.contributor.referee4 | Papi , Silmara de Oliveira Gomes | |
| dc.contributor.referee4Lattes | lattes.cnpq.br | pt_BR |
| dc.creator | Redon, Silvano Aparecido | |
| dc.creator.Lattes | lattes.cnpq.br | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2025-04-25T11:32:39Z | |
| dc.date.accessioned | 2026-07-01T17:30:54Z | |
| dc.date.available | 2025-04-25T00:00:00Z | |
| dc.date.available | 2025-04-25T11:32:39Z | |
| dc.date.issued | 2025-02-27 | |
| dc.description.abstract | Developed within the Graduate Program in Education at the State University of Ponta Grossa (PPGE/UEPG), this dissertation sought to understand the social representations that school professionals and families of diagnosed children hold about Attention Deficit Hyperactivity Disorder (ADHD), one of the most common psychiatric categories in children in their interactions with schools.ADHD is a widely discussed topic that attracts the interest of science, media, and the public, particularly due to debates surrounding its etiology, assessment, prevalence, and treatment. These aspects can be better understood through the lens of social representations of ADHD, which guide the practices of those involved with the diagnosis (in this study, family and pedagogical approaches to children considered hyperactive and inattentive). Faced with these issues, this dissertation aimed to address the following research question: What do the social representations of school professionals and families of diagnosed children communicate about ADHD, and what are their implications for family and pedagogical approaches? The participants of this study were school professionals and families of children diagnosed with ADHD who were enrolled in the early years of elementary education in public schools in a municipality in Paraná, Brazil. As a research approach, the study is grounded in Social Representation Theory to understand social representations, modes of thought developed and shared through sociocognitive mechanisms, which give meaning to phenomena that affect individuals and collectives, guiding their practices in relation to them. The research also drew on contributions from scholars associated with Critical School Psychology, whose focus on school contexts fosters a critical examination of ADHD diagnoses within health and education, as well as a broader discussion on medicalization, of which ADHD is a part. Data were collected through questionnaires and semi-structured interviews and were organized into thematic categories or meaning clusters. The findings argue that while school professionals represent ADHD as a disorder that affects learning, their primary response is typically referring children for diagnosis and pharmacological treatment. This tendency is rooted in representations anchored in medical discourses widely disseminated by the media and reinforced in professional development courses, which predominantly approach ADHD from a biological perspective. Consequently, school professionals become key agents in advocating for clinical interventions for children with school-related challenges. However, the diagnosis does not necessarily lead to positive changes in family and pedagogical approaches. In some cases, it results in practices that hinder educational processes, as medication does not always translate into improvements in learning. Additionally, behaviors seen as indicative of ADHD may be linked to the contexts experienced by the children rather than solely to medical causes. As a result, schools tend to shift the responsibility for addressing inherent challenges in educational settings to the medical-psychiatric field, while families oscillate between relief and uncertainty regarding the diagnosis. | pt_BR |
| dc.description.resumo | Desenvolvida junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Ponta Grossa (PPGE/UEPG), esta tese buscou compreender as representações sociais que os(as) profissionais da escola e as famílias de crianças diagnosticadas têm sobre o Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH), uma das categorias psiquiátricas mais comuns em crianças em seus vínculos com a escola. O TDAH é um tema de ampla circulação que atrai o interesse da(s) ciência(s), da mídia e do público, especialmente devido às discussões em relação à sua etiologia, avaliação, prevalência e tratamento. Esses aspectos podem ser melhor compreendidos por meio das representações sociais sobre esse transtorno, as quais orientam as práticas dos atores envolvidos com esse diagnóstico (nesta pesquisa, as abordagens familiares e pedagógicas diante das crianças consideradas agitadas e desatentas). Diante dessas questões, esta tese se propôs a responder o seguinte problema de pesquisa: O que as representações sociais dos(as) profissionais da escola e das famílias de crianças diagnosticadas comunicam sobre o TDAH e quais são seus desdobramentos para as abordagens familiares e pedagógicas junto a elas? As pessoas participantes foram os(as) profissionais da escola e as famílias de crianças diagnosticadas e matriculadas nas séries iniciais do Ensino Fundamental da rede pública de um município do interior do Paraná. Como abordagem de pesquisa, o estudo se fundamentou na Teoria das Representações Sociais para a compreensão das representações sociais, modalidades de pensamento elaboradas e compartilhadas por mecanismos sociocognitivos, os quais dão sentido aos fenômenos que afetam os indivíduos e as coletividades, direcionando suas práticas em relação a eles. A pesquisa também se apoiou nas contribuições de autores(as) vinculados(as) à Psicologia Escolar Crítica, cuja atenção, voltada ao cotidiano da escola, contribui para a problematização desse diagnóstico no contexto da saúde e da educação, além de contextualizar a medicalização, processo do qual o TDAH faz parte.Os dados foram gerados mediante questionários e entrevistas semiestruturadas, e organizados em categorias temáticas ou núcleos de sentido. Argumenta-se que, embora os(as) profissionais da escola representem o TDAH como um transtorno que afeta a aprendizagem, a principal intervenção costuma ser o encaminhamento para diagnóstico e tratamento farmacológico. Isso ocorre porque suas representações estão ancoradas em discursos médicos amplamente propagados pela mídia e reforçados em cursos de formação, que abordam o TDAH sob uma perspectiva predominantemente biológica. Dessa forma, eles(as) se tornam os(as) principais demandantes de intervenções clínicas para crianças com queixas escolares. No entanto, o diagnóstico não implica em alterações positivas nas abordagens familiares e pedagógicas, mas, em alguns casos, mudanças que prejudicam o processo pedagógico, uma vez que o medicamento não necessariamente promove avanços na aprendizagem. Além disso, os comportamentos considerados indicativos do TDAH podem estar relacionados aos contextos vivenciados pelas crianças, e não exclusivamente a causas médicas. Assim, a escola acaba transferindo o enfrentamento das dificuldades inerentes a esse espaço para o campo médico-psiquiátrico, enquanto as famílias oscilam entre o alívio e as incertezas do diagnóstico. | pt_BR |
| dc.identifier.citation | REDON, Silvano Aparecido. Crianças com “olhar transparente”: representações sociais dos(as) profissionais da escola e das famílias sobre o TDAH — contextos, sentidos e decisões. 2025. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | https://ri.uepg.br/handle/123456789/5711 | |
| dc.language | por | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Estadual de Ponta Grossa | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.publisher.department | Departamento de Educação | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UEPG | pt_BR |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Educação | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.rights | Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil | |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ | |
| dc.subject | ambiente escolar. | pt_BR |
| dc.subject | contexto familiar | pt_BR |
| dc.subject | medicalização. | pt_BR |
| dc.subject | TDAH. | pt_BR |
| dc.subject | teoria das representações sociais. | pt_BR |
| dc.subject | school environment. | pt_BR |
| dc.subject | family context. | pt_BR |
| dc.subject | medicalization | pt_BR |
| dc.subject | ADHD | pt_BR |
| dc.subject | social representations theory. | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | Educação | pt_BR |
| dc.title | Crianças com “olhar transparente”: representações sociais dos(as) profissionais da escola e das famílias sobre o TDAH — contextos, sentidos e decisões. | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
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