Perfil de pacientes reintubados em unidades de terapia intensiva em um hospital universitário

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UEPG

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O estudo analisou o perfil clínico, laboratorial e evolutivo de pacientes que apresentaram falha de extubação e necessitaram de reintubação em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de um hospital universitário do Paraná. Trata-se de um estudo transversal retrospectivo realizado entre dezembro de 2023 e dezembro de 2024, incluindo 31 pacientes reintubados dentre 402 extubados (taxa de falha: 7,71%). A amostra era predominantemente masculina (67,7%), com média de idade de 51 anos. Os principais motivos de internação foram politrauma e complicações neurológicas (ambos 32,3%). As comorbidades mais frequentes incluíram hipertensão arterial sistêmica (32,3%) e diabetes mellitus (19,3%), além de DPOC, tuberculose e epilepsia. Hábito de tabagismo esteve presente em 45% da amostra, e etilismo em 39%. O motivo mais comum para intubação foi rebaixamento do nível de consciência (58%), enquanto a principal causa de reintubação foi insuficiência respiratória aguda (54,8%). A maioria das reintubações ocorreu no próprio hospital (51,6%). Quanto ao estado clínico, 83,9% dos pacientes utilizaram drogas vasoativas e 70,9% apresentaram sepse, prevalecendo infecção pulmonar (50%). O tempo médio de internação hospitalar foi de 28,3 dias e o de permanência na UTI, 18,4 dias. Os pacientes permaneceram em ventilação mecânica por cerca de 5,7 dias até a primeira extubação, e 5,9 dias até a reintubação. Os sinais vitais, exames laboratoriais e gasometria apresentaram pouca variação entre o momento da extubação e o da reintubação, sugerindo estabilidade clínica relativa. O escore SOFA apresentou queda após 24 horas da extubação (de 7,3 para 5,3), mas voltou a elevar-se no dia da reintubação (5,6). A escala de coma de Glasgow variou entre 10,2 (extubação) e 9,6 (reintubação). A taxa de mortalidade na UTI foi de 32,3% e a hospitalar de 41,9%, reforçando o impacto negativo da falha de extubação. Conclui-se que o perfil dos pacientes que necessitam de reintubação envolve predominância masculina, idade adulta, presença de múltiplas comorbidades, alta prevalência de sepse, uso frequente de drogas vasoativas e fatores neurológicos e respiratórios como principais determinantes para falha de extubação. O estudo destaca a necessidade de avaliação criteriosa e protocolos individualizados para minimizar o risco de reintubação.
This study analyzed the clinical, laboratory, and evolutionary profile of patients who experienced extubation failure and required reintubation in Intensive Care Units (ICUs) of a university hospital in Paraná. This is a retrospective cross-sectional study conducted between December 2023 and December 2024, including 31 reintubated patients out of 402 extubated (failure rate: 7.71%). The sample was predominantly male (67.7%), with a mean age of 51 years. The main reasons for hospital admission were polytrauma and neurological complications (both 32.3%). The most frequent comorbidities included systemic arterial hypertension (32.3%) and diabetes mellitus (19.3%), in addition to COPD, tuberculosis, and epilepsy. Smoking habits were present in 45% of the sample, and alcohol use in 39%. The most common reason for intubation was decreased level of consciousness (58%), while the main cause of reintubation was acute respiratory failure (54.8%). Most reintubations occurred within the same hospital (51.6%). Regarding clinical status, 83.9% of patients used vasopressor drugs, and 70.9% presented sepsis, with pulmonary infection being the most prevalent (50%). The mean hospital length of stay was 28.3 days, and ICU stay was 18.4 days. Patients remained on mechanical ventilation for approximately 5.7 days before the first extubation and 5.9 days until reintubation. Vital signs, laboratory tests, and blood gas analysis showed little variation between the moments of extubation and reintubation, suggesting relative clinical stability. The SOFA score decreased 24 hours after extubation (from 7.3 to 5.3) but increased again on the day of reintubation (5.6). The Glasgow Coma Scale ranged from 10.2 (extubation) to 9.6 (reintubation). The ICU mortality rate was 32.3% and the hospital mortality rate was 41.9%, reinforcing the negative impact of extubation failure. It is concluded that the profile of patients requiring reintubation involves male predominance, adult age, presence of multiple comorbidities, high prevalence of sepsis, frequent use of vasopressor drugs, and neurological and respiratory factors as the main determinants of extubation failure. The study highlights the need for careful assessment and individualized protocols to minimize the risk of reintubation.

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SILVA, Anne Caroline Brasil da. Perfil de pacientes reintubados em unidades de terapia intensiva em um hospital universitário. 2026. Trabalho de Conclusão de Residência Médica (Especialização em Intensivismo) – Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais, Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa, 2026.

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