Influência da aptidão física sobre o desfecho clínico-funcional de pacientes com acidente vascular cerebral isquêmico
| dc.contributor.advisor | Costa, Bruno Margueritte | |
| dc.contributor.author | Souza, Andressa de Fatima Siqueira | |
| dc.date.accessioned | 2026-07-30T16:39:30Z | |
| dc.date.issued | 2026 | |
| dc.description.abstract | Introdução: o acidente vascular cerebral (AVC) é responsável por alta mortalidade e incapacidade, sendo predominantemente isquêmico (≈80%). A trombólise e a trombectomia mecânica são as principais terapias para o AVCi, mas apenas 10% dos pacientes são elegíveis para estes tipos de intervenções. Evidências anteriores sugerem que a aptidão física prévia pode melhorar os desfechos pós-AVCi, porém esta influência ainda não está completamente esclarecida. Objetivo: comparar o desfecho clínico e funcional entre pacientes fisicamente aptos (FA) e fisicamente inaptos (FI). Métodos: um total de 77 indivíduos foram avaliados até 96h após o evento isquêmico, descartando as primeiras 24h para estabilização clínica. Destes, foram excluídos 34 pacientes, restando 43 indivíduos para análise. A aptidão física prévia ao AVCi foi rastreada por meio do teste de flexão de cotovelo no membro não afetado. O desfecho clínico do AVCi foi mensurado pela Escala NIHSS e escala de Rankin modificada (ERm). Os desfechos funcionais foram avaliados por meio da força de preensão palmar (FPP), escala de avaliação Fugl-Meyer (FM) e Short Physical Performance Battery (SPPB). Resultados: pacientes classificados como FA apresentaram escores menores de severidade clínica, todavia sem significância estatística, quando comparados aos FI (NIHSS: FA = 2,2 ± 2,1 u.a. vs. FI = 4,0 ± 3,7 u.a.; p = 0,13; ERm: FA = 0,6 ± 1,3 u.a. vs. FI = 1,1 ± 1,7 u.a.; p = 0,46. Nas avaliações funcionais também houve melhores escores no grupo FA, todavia sem significância estatística (FM: FA = 94,1 ± 17,0 u.a. vs. FI = 90,8 ± 20,4 u.a.; p = 0,11, SPPB: FA = 8,6 ± 2,8 u.a. vs. FI = 7,1 ± 3,0 u.a.; p = 0,11 e FPP: FA = 25,1 ± 7,1 kgf vs. FI = 24,7 ± 13,4 kgf; p = 0,83). Conclusão: não houve diferença significativa entre os grupos, sendo necessários estudos com amostras maiores para aprofundar essa análise. | |
| dc.description.abstract | Introduction: Stroke is associated with high mortality and disability, and is predominantly ischemic (≈80%). Intravenous thrombolysis and mechanical thrombectomy are the main therapeutic strategies for ischemic stroke (IS); however, only about 10% of patients are eligible for these interventions. Previous evidence suggests that prior physical fitness may contribute to better post-IS outcomes, although this influence is not yet fully understood. Objective: To compare clinical and functional outcomes between physically fit (PF) and physically unfit (PU) patients. Methods: A total of 77 individuals were evaluated within 96 hours after the ischemic event, excluding the first 24 hours to allow for clinical stabilization. Of these, 34 patients were excluded, resulting in a final sample of 43 individuals. Prior physical fitness was screened using the arm curl test performed with the non-affected limb. Clinical outcome was assessed using the NIH Stroke Scale (NIHSS) and the modified Rankin Scale (mRS). Functional outcomes were evaluated using handgrip strength (HGS), the Fugl-Meyer Assessment (FMA), and the Short Physical Performance Battery (SPPB). Results: Patients classified as PF presented lower clinical severity scores, although without statistical significance when compared with PU (NIHSS: PF = 2.2 ± 2.1 a.u. vs. PU = 4.0 ± 3.7 a.u.; p = 0.13; mRS: PF = 0.6 ± 1.3 a.u. vs. PU = 1.1 ± 1.7 a.u.; p = 0.46). Functional assessments also demonstrated higher scores in the PF group, though not statistically significant (FMA: PF = 94.1 ± 17.0 a.u. vs. PU = 90.8 ± 20.4 a.u.; p = 0.11; SPPB: PF = 8.6 ± 2.8 a.u. vs. PU = 7.1 ± 3.0 a.u.; p = 0.11; HGS: PF = 25.1 ± 7.1 kgf vs. PU = 24.7 ± 13.4 kgf; p = 0.83). Conclusion: No significant differences were observed between groups. Studies with larger samples are required to further explore these associations. | |
| dc.identifier.citation | SOUZA, Andressa de Fatima Siqueira. Influência da aptidão física sobre o desfecho clínico-funcional de pacientes com acidente vascular cerebral isquêmico. 2026. Trabalho de Conclusão de Residência Médica (Especialização em Reabilitação) – Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais, Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa, 2026. | |
| dc.identifier.uri | https://ri.uepg.br/handle/123456789/5849 | |
| dc.language.iso | pt | |
| dc.publisher | UEPG | |
| dc.rights | http://purl.org/coar/access_right/c_abf2 | |
| dc.rights | Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil | en |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ | |
| dc.subject | Fatores de risco | |
| dc.subject | Exercício físico | |
| dc.subject | Doenças do sistema nervoso central | |
| dc.subject | Risk factors | |
| dc.subject | Physical exercise | |
| dc.subject | Central nervous system diseases | |
| dc.title | Influência da aptidão física sobre o desfecho clínico-funcional de pacientes com acidente vascular cerebral isquêmico | |
| dc.type | Article |