Rabdomiólise associada ao traumatismo cranioencefálico grave: prevalência e relação com distúrbios eletrolíticos, mortalidade e infecções hospitalares

dc.contributor.advisorBonatto, Simonei
dc.contributor.authorLarocca, Alexandre Horne
dc.date.accessioned2026-07-29T16:24:51Z
dc.date.issued2025
dc.description.abstractIntrodução: O Traumatismo Cranioencefálico é uma das principais causas de incapacidade e mortalidade no Brasil, implicando longas internações e custos elevados para o Sistema Único de Saúde. A rabdomiólise, frequentemente associada ao trauma cranioencefálico, é o extravasamento de conteúdo muscular por diversas etiologias, que pode causar lesão renal aguda e piorar o prognóstico neurológico e hospitalar. Objetivos: O estudo teve como objetivo geral avaliar a prevalência de rabdomiólise em pacientes com traumatismo cranioencefálico grave e seus fatores associados. Objetivos específicos incluíram a comparação da mortalidade, distúrbios hidroeletrolíticos e infecções relacionadas à assistência em saúde entre grupos com e sem rabdomiólise, além da descrição de dados epidemiológicos e custos nacionais do SUS (2014-2024). Metodologia: Trata-se de um estudo transversal e analítico, retrospectivo, conduzido em um Hospital Universitário no Paraná. A amostra final incluiu 189 pacientes com traumatismo cranioencefálico grave (excluindo politraumatizados). A rabdomiólise foi definida por níveis de CPK > 1.500 UI/L. Foram realizados além de análise descritiva, testes estatísticos de correlação entre as variáveis, como qui-quadrado, t-student, análise bivariada, kruskal-wallis e ANOVA. Resultados: A prevalência de rabdomiólise foi de 32,8% (n=62). A mortalidade foi mais elevada no grupo com rabdomiólise (35,5% vs. 29,9%). A ocorrência de rabdomiólise foi significativamente associada ao sexo masculino (OR=10,1 [2,33–43,70]), tempo de internação superior a 14 dias (OR=5,72 [2,01-16,3]), uso de antibiótico de amplo espectro (OR=3,61 [1,5-7,42]), uso de contenção mecânica (OR=2,4 [1,25 4,60]), ventilação mecânica (OR=5,12 [2,04-12,80]), lesão renal aguda (OR=3,98 [2,08-7,63]), morte encefálica (OR=3,17 [1,12-8,95]), hipercalemia (OR=6,65 [2,3-19,5]) e infecções associadas à assistência em saúde (OR=2,54 [1,24-5,20]), especialmente a topografia respiratória (OR=2,38 [1,08-5,26]). Ainda foi observado associação significativa entre hipercalemia e desfecho de óbito (OR=6,82 [2,3-20,3]).
dc.identifier.citationLAROCCA, Alexandre Horne. Rabdomiólise associada ao traumatismo cranioencefálico grave: prevalência e relação com distúrbios eletrolíticos, mortalidade e infecções hospitalares. 2025. Trabalho de Conclusão de Residência Médica (Especialização em Intensivismo) – Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais, Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa, 2025.
dc.identifier.urihttps://ri.uepg.br/handle/123456789/5841
dc.language.isopt
dc.publisherUEPG
dc.rightshttp://purl.org/coar/access_right/c_abf2
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.subjectDistúrbios neurológicos
dc.subjectRabdomiólise
dc.subjectMortalidade
dc.subjectInfecções hospitalares
dc.titleRabdomiólise associada ao traumatismo cranioencefálico grave: prevalência e relação com distúrbios eletrolíticos, mortalidade e infecções hospitalares
dc.typeArticle

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