Eficácia da fórmula de Parkland em pacientes grandes queimados

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UEPG

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Este estudo, teve como objetivo, avaliar a aplicação da fórmula de Parkland correlacionando a relação entre conformidade do volume infundido, comportamento da Creatinofosfoquinase (CPK) e trajetória clínica de pacientes queimados. Trata-se de um estudo transversal com análise de prontuários, o qual avaliou 81 pacientes no total, internados entre novembro de 2022 a março de 2024, desses foram validados 31 pacientes grandes queimados com registros válidos de Creatinofosfoquinase em, pelo menos, dois dias entre D1 e D5. A coleta de dados ocorreu entre julho de 2024 e março de 2025. Foram utilizados os testes de Mann–Whitney para comparações diárias, t de Student com correção de Welch para diferenças brutas (Δ D5–D1) e regressão linear simples para análise de tendência (slope D1–D5). As queimaduras extensas desencadeiam resposta inflamatória sistêmica, aumento da permeabilidade capilar e hipovolemia, com risco de disfunção orgânica. A ressuscitação volêmica precoce é fundamental, sendo a fórmula de Parkland amplamente utilizada como guia inicial, com necessidade de ajustes conforme a resposta clínica. Como resultados a média de idade foi de 36,3 ± 12,8 anos, com predominância do sexo masculino 22 (71,0%) e tempo médio de internação de 9,58 ± 8,94. Destes, 11 (35,5%) receberam reposição considerada adequada e 20 (64,5%) apresentaram infusão inadequada, conforme o cálculo da fórmula de Parkland. Os desfechos clínicos distribuíram-se em: transferência 17 (54,8%), alta 8 (25,8%), óbito 5 (16,1%) e evasão 1 (3,2%). Observou-se diferença inicial dos níveis de Creatinofosfoquinase entre os grupos Adequada e Inadequada, com valores mais baixos no grupo Adequada no Dia 5 (p = 0,038), porém sem manutenção da significância após correção por FDR (q = 0,19). A Creatinofosfoquinase, entretanto, apresentou padrão de queda nos pacientes com infusão adequada, e evolução de ureia mais favorável (Δ e slope). Demais marcadores não mostraram diferenças reprodutíveis. Conclui-se que a aderência estrita ao cálculo se associou à sinais laboratoriais iniciais de melhor perfusão, mantendo a fórmula como guia inicial passível de titulação à beira-leito, sem que a Creatinofosfoquinase isoladamente discrimine adequação volêmica.
This study aimed to evaluate the application of the Parkland formula by correlating the relationship between compliance with the infused volume, creatine phosphokinase (CPK) behavior, and the clinical trajectory of burn patients. This is a cross sectional study with medical record analysis, which evaluated a total of 81 patients hospitalized between November 2022 and March 2024. Of these, 31 severely burned patients with valid creatine phosphokinase records on at least two days between D1 and D5 were validated. Data collection occurred between July 2024 and March 2025. Mann Whitney tests were used for daily comparisons, Student’s t-test with Welch correction for crude differences (Δ D5–D1), and simple linear regression for trend analysis (slope D1 D5). Extensive burns trigger a systemic inflammatory response, increased capillary permeability, and hypovolemia, with a risk of organ dysfunction. Early fluid resuscitation is essential, and the Parkland formula is widely used as an initial guide, requiring adjustments according to clinical response. Regarding the results, the mean age was 36.3 ± 12.8 years, with a predominance of males (22; 71.0%) and a mean hospital stay of 9.58 ± 8.94 days. Of these, 11 (35.5%) received fluid replacement considered adequate, and 20 (64.5%) presented inadequate infusion according to the Parkland formula calculation. Clinical outcomes were distributed as follows: transfer 17 (54.8%), discharge 8 (25.8%), death 5 (16.1%), and loss to follow-up 1 (3.2%). An initial difference in creatine phosphokinase levels was observed between the Adequate and Inadequate groups, with lower values in the Adequate group on Day 5 (p = 0.038), although significance was not maintained after FDR correction (q = 0.19). Creatine phosphokinase, however, showed a declining pattern in patients with adequate infusion, along with a more favorable urea trajectory (Δ and slope). Other markers did not show reproducible differences. It is concluded that strict adherence to the calculated volume was associated with early laboratory signs of better perfusion, supporting the formula as an initial guide subject to bedside titration, although creatine phosphokinase alone does not adequately discriminate volume adequacy.

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BARBOSA, Jaadiel Gonçalves. Eficácia da fórmula de Parkland em pacientes grandes queimados. 2025. Trabalho de Conclusão de Residência Médica (Especialização em Urgência e Emergência) – Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais, Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa, 2025.

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